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Política internacional - Eleições nos EUA e troca de presidente na China

  • Pete Souza/White Housa

    O presidente Barack Obama abraça o seu coordenador de campanha Jim Messina, no comitê eleitoral de Chicago

As duas maiores potências econômicas do planeta, Estados Unidos e China, iniciaram nesta semana seus processos de transição de poder. A despeito dos diferentes sistemas políticos, ambos os países passam por um período de incertezas quanto ao futuro de suas economias.

Direto ao ponto: Ficha-resumo

Nos Estados Unidos, o democrata Barack Obama venceu o republicano Mitt Romney e foi reeleito presidente no dia 6 (terça-feira), com quase metade dos votos. Foram as eleições presidenciais mais disputadas das últimas décadas, com os candidatos empatados nas pesquisas de opinião.

Em 2008, Obama foi eleito o primeiro presidente negro dos Estados Unidos. O desafio era encerrar duas guerras desgastantes para os americanos, no Iraque e no Afeganistão, e, principalmente, tirar o país da maior crise econômica desde o crack da Bolsa de 1929.

Ao longo do mandato, Obama conseguiu retirar as tropas do Iraque e retomar o diálogo com países do Oriente Médio. Por outro lado, ele aumentou o número de combatentes no Afeganistão e não cumpriu a promessa de fechar a prisão de Guantánamo.

A situação econômica do país também não melhorou muito. Hoje, a maior preocupação do povo americano é a taxa de desemprego de 7,9%. Outro problema é o déficit público (quando o Estado gasta mais do que arrecada em impostos), que ultrapassou US$ 1 trilhão.

Já no campo político, Obama terá, no segundo mandato, um país dividido. O resultado das eleições para o Legislativo é um reflexo dessa polarização: os democratas mantiveram a maioria no Senado, e os republicanos, o controle da Câmara dos Representantes (o equivalente à Câmara dos Deputados).

A primeira batalha do presidente no Congresso será discutir uma solução para o chamado “abismo fiscal”, que prevê duas medidas impopulares que entrarão em vigor em 2013: aumento de impostos e corte nos gastos do governo. As providências eram consideradas necessárias, quando foram transformadas em lei, para combater o déficit público. Mas agora terão impactos negativos no país em recessão.

 

China

Na China, a mudança na cúpula do regime foi iniciada com a abertura do 18o Congresso do Partido Comunista, em 8 de novembro (quinta-feira). Diferente dos Estados Unidos, o sistema político chinês é fechado e pouco transparente. Não há eleições e as lideranças são escolhidas pelo PC, que governa o país desde 1949.

O congresso deve confirmar a substituição do presidente Hu Jintao pelo vice, Xi Jinping, e a do primeiro-ministro Wen Jiabao pelo vice-premiê, Li Keqiang. Eles só assumem os cargos em março do próximo ano, para um “mandato” de dez anos.

Os dois políticos são integrantes do Politburo, um colegiado com 25 membros que toma as decisões no país, e do Comitê Permanente, formado por nove integrantes do Politburo que compõem a instância máxima do poder chinês. As escolhas do presidente e do primeiro-ministro são feitas longe do público, em intrigas que dominam os bastidores da política chinesa.

Segunda maior economia do mundo, a China deve, no ritmo atual de crescimento, ultrapassar os Estados Unidos até 2020.

Contudo, os rumos das finanças alarmam os chineses. Após três décadas de crescimento recorde, a economia começou a desacelerar – ainda que continue a crescer em taxas acima da média mundial. Isso foi provocado pela queda no consumo e nas exportações, em razão da crise internacional.

Ainda nesse setor, a China enfrenta hoje uma circunstância estranha a regimes comunistas, que em geral possuem uma economia centralizada. Trata-se da desregulamentação do mercado financeiro, que gera “bolhas” em setores como o imobiliário.

Reformas econômicas, por sua vez, dependem de alterações na política, o que significa confrontar interesses corporativos da elite que controla o Estado e atender às reivindicações da população. Democracia, porém, ainda é um tabu no país, que censura os meios de comunicação e persegue os dissidentes.

Quaisquer que sejam as decisões dos próximos dirigentes americanos e chineses, o certo é que elas afetarão todo o mundo, em questões como economia, política, direitos humanos e meio ambiente.

As relações com o Brasil devem seguir inalteradas. Durante seu primeiro mandato, Obama deu pouca atenção à América Latina, mas manteve as boas relações comerciais com o Brasil. Já a China tornou-se, a partir de 2010, o maior investidor no país e o maior destino das exportações brasileiras, fluxo que também deve permanecer na nova gestão.

Fique Ligado

Como pano de fundo desses eventos nos EUA e na China, está a diferença entre regimes políticos abertos e fechados, entre democracia e ditadura, entre a existência de mais de um partido (democratas e republicanos, nos EUA) e partido único (o Partido Comunista, na China). Trata-se de uma questão que está por trás de diversos outros fatos políticos do noticiário de um modo geral. Vale a pena conhecer melhor os dois regimes, bem como saber fatos importantes sobre a China.

Democracia: o que é

Democracia: participação

Ditadura

China: revolucão comunista

China: reformas econômicas

 

Direto ao ponto

Estados Unidos e China iniciaram nesta semana seus processos de transição de poder, cujos resultados afetam todo o mundo.

 

Nos Estados Unidos, o democrata Barack Obama foi reeleito presidente no dia 6 (terça-feira). Foram as eleições presidenciais mais disputadas das últimas décadas. A expectativa agora é para uma resolução dos problemas econômicos do país, que acumula uma taxa de desemprego de quase 8% e um déficit público que ultrapassa US$ 1 trilhão.

 

Na China, a troca de comando começou com a abertura do 18o Congresso do Partido Comunista, em 8 de novembro (quinta-feira). O processo de escolha das lideranças – presidente e primeiro-ministro – é obscuro e fechado, realizado pelo partido que governa desde 1949.

 

Nos últimos anos, a economia chinesa desacelerou – ainda que continue a crescer em taxas acima da média mundial. Por isso são necessárias mudanças econômicas, que por sua vez dependem de reformas políticas, difíceis de serem feitas em um regime comunista.

 

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