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Biodiversidade - Países assinam acordo na Rio+10

Claudio Angelo, Enviado especial da Folha de S.Paulo a Johannesburgo

Os países ricos e os pobres acertaram os ponteiros em dois temas na Rio +10: metas para reverter a perda de espécies até 2010 e a solicitação a países para que ratifiquem o Protocolo de Kyoto.

As metas para a biodiversidade eram uma proposta capitaneada pela União Europeia. Países subdesenvolvidos e ricos em espécies, como o Brasil, se recusavam a adotar medidas nesse sentido. Isso porque, até agora, nações ricas não garantiam que elas, detentoras da tecnologia de exploração de fauna e flora - para medicamentos, por exemplo -, repartiriam os benefícios dessa atividade com os países de origem das espécies.

A repartição de benefícios tem sido o grande impasse da Convenção sobre Diversidade Biológica, assinada durante a Eco-92.

O acordo foi alcançado no começo da madrugada de ontem pelos ministros do Ambiente reunidos em Johannesburgo (África do Sul). Para o brasileiro José Carlos Carvalho, é um avanço importante no combate à biopirataria.

"Esta cúpula tem mandato para determinar à ONU que crie um regime internacional de repartição de benefícios em diversidade biológica", disse o ministro.

O outro avanço das conversas ministeriais foi o consenso de que os países deveriam ratificar o quanto antes o Protocolo de Kyoto. O tema era emperrado pelos EUA, que rejeitaram o acordo sobre o clima e não queriam que o protocolo fosse mencionado na Rio +10.

O Greenpeace distribuiu ontem na Rio +10 adesivos com os dizeres: "Salve nosso planeta. Mande Bush de volta ao dele".

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