Transgênicos: Organismos modificados têm defensores e opositores

Da Redação, Em São Paulo

Transgênicos são organismos que possuem em seu genoma um ou mais genes provenientes de outra espécie, inseridos por processo natural ou por métodos de engenharia genética. Eles têm sua estrutura geneticamente modificada para obter novas características. Essa alteração, feita em laboratório, pode buscar tanto a melhora nutricional do alimento como tornar uma planta mais resistente a agrotóxicos.

A polêmica que cerca os transgênicos tem fundo econômico, social e ambiental. Seus defensores argumentam que a biotecnologia aumenta a produção de alimentos a ponto de ser uma das alternativas para resolver a fome mundial. Entidades que são contra dizem que não há provas de que os produtos sejam benéficos ou nocivos. Eles defendem que é preciso aprofundar os estudos antes de se permitir o plantio em larga escala.

Entidades como CTNBio (Comissão Nacional de Biossegurança) e a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) afirmam que não há casos de morte por contaminação por meio dos transgênicos.

Como a Lei de Biossegurança ainda não foi aprovada pelo Congresso Nacional -passou apenas pelo Senado-, o governo federal vem publicando a cada início de safra MPs (medidas provisórias) que liberam o plantio da soja transgênica e a comercialização do produto. A última medida foi assinada no dia 14 de outubro de 2004 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

De acordo com a MP, o prazo de venda dessa soja pode ser prorrogado por até sessenta dias mediante aprovação do Executivo. No entanto, a comercialização das sementes dessa safra está proibida durante o ano de 2005. Para garantir o direito de produzir soja transgênica, o agricultor terá de assinar um termo de compromisso.

Prós e contras
CTNBio Embrapa dizem que a produção dos alimentos transgênicos pode provocar redução no uso de agrotóxicos.

Greenpeace afirma que houve aumento do uso de inseticidas nos EUA
Embrapa defende que produção de alimentos transgênicos pode amenizar o problema da fome no país.

Greenpeace diz que produção de transgênicos favorece a agricultura mecanizada, aumenta o desemprego e piora o quadro social do país.

Representante da Embrapa afirma que são gastos US$ 40 bilhões anuais em agrotóxicos no mundo, Greenpeace rebate com a informação de que o consumo sde agrotóxicos cresceu nos EUA, ao contrário das previsões anteriores.

Embrapa diz que há uma melhoria na qualidade do óleo, vitaminas e proteínas das plantas, que seria similar à do produto convencional, mas o Greenpeace questiona se tais melhoramentos genéticos deveriam trazer substâncias novas, em vez de apenas as mesmas informações genéticas do original.

Órgãos de biossegurança têm como ponto de semelhança a incerteza sobre o sobre reações e efeitos sobre a saúde e impacto ambiental.

Da Redação, Em São Paulo

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