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Internet das Coisas - O que muda quando não só pessoas, mas os objetos também se conectam?

Eletrodomésticos conectados, expostos na IFA 2012, maior feira de produtos desse tipo  - Ana Ikeda/UOL
Eletrodomésticos conectados, expostos na IFA 2012, maior feira de produtos desse tipo Imagem: Ana Ikeda/UOL

Carolina Cunha

Da Novelo Comunicação

Você já ouviu a expressão “a Internet das Coisas”? Se não ouviu, provavelmente já está  vivenciando este conceito -- ou conhece alguém que está-- no seu dia a dia. Por exemplo: uma pessoa que sai para correr e leva o smartphone para usar um aplicativo que calcule a distância percorrida, o tempo gasto, o número de calorias perdida, entre outras informações, está fazendo uso da internet das coisas.

Essas “coisas” não seriam apenas smartphone e tablets. A expressão (em inglês “internet of things”, representada pela sigla IoT) refere-se a um ecossistema que interliga qualquer objeto do cotidiano à rede sem fio da internet, como geladeiras, óculos, elevadores, roupas, carro, entre outros. Um dos principais exemplos é o Google Glass, óculos inteligente do Google que realiza uma série de atividades e conta com recursos como Realidade Aumentada, mensagens instantâneas e videoconferências.

Direto ao ponto: Ficha-resumo

Nesse caso, a tendência é vista por especialistas como “a primeira grande evolução da internet”, que conecta o mundo físico à rede. É basicamente a conectividade e a comunicação a distância de tudo que conhecemos – pessoas, processos, dados, objetos e... coisas. 

Plantas e animais também podem estar conectados. Atualmente na cidade de Bruxelas, na Bélgica, uma árvore fornece dados científicos para 4.000 seguidores no Twitter. Em 2006, um projeto utilizou pombos equipados com conexão à internet, GPS e sensores de poluição atmosférica para atualizar informações sobre a qualidade do ar em tempo real.

Em 2009, um documento do IoT European Research Cluster, grupo de pesquisadores da União Europeia, definiu a tecnologia como “uma infraestrutura global com capacidade de autoconfiguração baseada em protocolos de comunicação padronizados e interoperáveis nos quais as ‘coisas’ físicas e virtuais têm identidades, atributos físicos e personalidades virtuais, usam interfaces inteligentes e estão integradas perfeitamente à rede” e que na internet das coisas “as coisas devem se tornar participantes ativas nos negócios, processos comunicativos e sociais, nos quais elas são capazes de interagir e se comunicar entre si e com o ambiente trocando dados e informação colhida do ambiente, enquanto reagem automaticamente aos eventos do mundo físico e o influenciam ao desencadear ações com ou sem a intervenção humana direta.”

Neste sentido, os objetos conectados saem da condição de atores intermediários e passam a mediar, se tornando dispositivos autônomos. Se hoje conseguimos falar em “usar o computador” quando falamos de tecnologia, com a internet das coisas, ela estaria tão integrada e presente que se tornaria invisível no dia a dia das pessoas, mas mudaria por completo a maneira como nos relacionamos com os objetos, o espaço urbano e a internet.

O que muda com a internet das coisas?

A promessa é que a internet das coisas transforme as cidades em verdadeiros “organismos vivos”. Os dados coletados nesse processo permitem avanços nas áreas de saúde, educação, economia, segurança, entre outras. As cidades do futuro poderão gerar dados para oferecer soluções para políticas públicas mais eficientes, como dados em tempo real que ajudam no gerenciamento de luz, água e energia, descarte de lixo, segurança, meio-ambiente, estacionamentos e serviços governamentais inovadores.

Em Boston, nos Estados Unidos, dispositivos instalados em lixeiras públicas avisam o sistema de coleta quando a lata está cheia de lixo. E em parques da cidade, foram instalados bancos (assentos) com acesso USB para recarregar telefones celulares. O banco também coleta e compartilha informações sobre o nível de poluição local.

Há alguns anos, poucos objetos estavam conectados. Atualmente, milhares de dispositivos permitem a conexão com a rede, como televisores, eletrodomésticos e carros “inteligentes” que recebem e enviam dados.

Um estudo da IDC (International Data Corporation, órgão que trabalha com pesquisas sobre segurança da informação), o número de dispositivos no mercado da "internet das coisas" está se aproximando de 200 bilhões, com 7% já conectados à internet e se comunicando por meio dela.

Hoje, os dados desses dispositivos conectados representam 2% do volume de dados do mundo inteiro. Na previsão da IDC, até 2020, o número de dispositivos conectados chegará a 32 bilhões, sendo responsável por 10% dos dados mundiais. A geração e análise de diferentes dados é outro ponto positivo oferecido pela IoT.

Alguns países já se preparam para essa nova era de conexão. A China pretende investir 800 milhões de dólares na indústria da Internet das Coisas até 2015. O mercado estimado de IoT deve chegar a mais de 80 bilhões de dólares até o mesmo ano.

No Brasil o tema está começando a ser discutido, ganhando fóruns e eventos de debate. Um estudo do EMC/IDC divulgado em abril deste ano avalia que, por aqui, o mercado de IoT deve gerar novos modelos de negócios e impulsionar processos mais eficientes.

Apesar do otimismo em relação ao futuro, há analistas que avaliam que, assim como temos perigos com a internet atual, quando tudo estiver ainda mais conectado novos perigos possam surgir, como ataques de hackers e vírus desconhecidos, questões relacionadas à privacidade e segurança.

DIRETO AO PONTO


 

Você conhece a expressão “internet das coisas? Do inglês “Internet of Things”, ela se refere a uma variedade de sensores e de inteligência artificial, permitindo que todos os tipos de objetos se conectem a redes de internet sem fio e passem a enviar e receber dados. É a conexão e comunicação entre máquina-máquina e não apenas homem-máquina.

 

O uso dessa tecnologia mudaria a forma como nos relacionamos com os objetos e a internet.

 

A tendência é vista por especialistas como “a primeira grande evolução da internet”, que conecta o mundo físico à rede. É basicamente a conectividade e a comunicação a distância de tudo que conhecemos – pessoas, processos, dados e coisas.

 

 

 

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