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Geopolítica -

Aprendi, na década de 60, que o Estado de São Paulo fazia parte da região Sul. Minas estava na região Leste, assim como a Bahia, o Rio, o Espírito Santo e Sergipe.

Certo dia, um professor, já na década de 70, disse que São Paulo estava no Sudeste, bem como o Espírito Santo, o Rio de Janeiro e Minas Gerais. Fiquei chocado. Os Estados mudaram de posição e eu nem havia percebido.

Algum tempo depois, mais crescidinho, ouvi dizer que o responsável por tamanha "agressão" foi um tal de IBGE, e só bem mais tarde descobri o que a sigla significava e que os Estados não se haviam movimentado. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística tem entre suas atribuições elaborar as divisões regionais do território brasileiro. Elas são feitas com diversos níveis de abrangência, e as cinco maiores são chamadas de macrorregiões.

A finalidade básica dessas divisões é viabilizar a agregação e a divulgação de dados estatísticos sobre os mais variados temas, como população residente, produção econômica e saúde.

A divisão atual, com cinco grandes regiões, foi criada em 1970 e sofreu algumas adaptações. Uma delas ocorreu em 1977, quando o Centro-Oeste passou a ter mais um Estado, resultante do desmembramento de Mato Grosso, que se chamou Mato Grosso do Sul. As últimas ocorreram na Constituição de 1988, como a criação do Estado do Tocantins, que, desmembrado de Goiás, passou a integrar a região Norte. Já em 2011, a criação de dois novos Estados foi rejeitada em plebiscito. A proposta de desmembrar Tapajós e Carajás do Pará não foi aceita pelos eleitores paraenses.

Há uma dinâmica no processo de regionalização. A divisão vigente reflete mudanças decorrentes do processo de industrialização das décadas de 50 e 60, que se caracterizou por concentrar a infra-estrutura e os meios de produção nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, delineando a região Sudeste, que acaba agregando o Espírito Santo por conta de sua estrutura portuária e posição geográfica.

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