![]() |
|
|
O Caso Morel
Rubem Fonseca Da Folha de S. Paulo
Primeiro romance do escritor, lançado em 1973, o livro mostra o embate de Paul Morel, um artista de vanguarda típico dos anos 70 pelas excentricidades, com o escritor Vilela. Morel está preso e é de sua cela que narra histórias que mesclam sexo, violência e reflexões sobre a arte mais radicais do escritor, ao questionar a função da arte e da literatura.
Síntese Entre os escritores brasileiros contemporâneos, Rubem Fonseca foi um dos primeiros a encarar sem rodeios a violência urbana em todos os estratos sociais, do traficante ao empresário, da socialite à prostituta, do mendigo ao banqueiro. Sempre com um estilo direto, coloquial, cortante, Fonseca criou um gênero que teria forte descendência entre os autores mais jovens. Nesse sentido O Caso Morel --novela publicada há 30 anos, no auge do regime militar-- faz nada menos que um pequeno tratado sobre a psicopatologia de nossa vida cotidiana. O livro é visto até hoje, com justiça, como uma de suas melhores ficções. No centro da trama está o artista Paul Morel, personagem carismática que vive nesta estranha sociedade como um sobrevivente, levando às últimas conseqüências o que nela há de falso, delirante, destrutivo --e familiar. Autor de obra numerosa, Rubem Fonseca fez sua estréia literária há exatos 40 anos, com o volume de contos Os Prisioneiros. Pelo conjunto da obra, o escritor foi laureado com o Prêmio Camões de 2003, o mais importante entre os países de língua portuguesa. Veja também: |
|