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Guia de estudos: confira 10 temas essenciais de inglês

Lucas Rodrigues

Do UOL, em São Paulo

21/08/2013 06h00

Conhecer as conjunções (linking words), as regras de concordância para frases condicionais e a voz passiva é de extrema importância para alcançar bons resultados em inglês nos grandes vestibulares. O UOL consultou professores sobre os dez conteúdos dessa disciplina que mais caem nos exames.

GUIA DE ESTUDOS

  • AFP

    Dez temas essenciais de química

  • Rodrigo Capote/Folhapress

    Dez temas essenciais de matemática

  • Luciano Candisani/CI/Divulgação

    Dez temas essenciais de geografia

  • Bruno Miranda/Folhapress

    Dez temas essenciais de física

  • Thinkstock

    Dez temas essenciais de biologia

  • REUTERS/Enrique Castro-Mendivil

    Dez temas essenciais de história

  • Thinkstock

    Dez temas essenciais de filosofia e sociologia

  • Thinkstock

    Dez temas essenciais de inglês

  • Rede Globo/Divulgação

    Dez temas essenciais de português

  • Reprodução

    Dez temas essenciais de espanhol

  • Reprodução

    Dez passos para uma boa redação

Esse é o oitavo roteiro de uma série que traz o guia de estudos de uma disciplina por dia.

"O foco do inglês é realmente na interpretação de texto e compreensão. A língua é muito abrangente. O aluno precisa ter uma gramática afiada para aprender a ler e falar, mas dificilmente o vestibular pede só isso. Nos últimos anos estão mais focados na comunicação e no entendimento", afirma Mônica Rodrigues, professora da Fundação Torino.

Se o aluno possui o hábito da leitura em inglês, vai ter uma vantagem sobre os demais concorrentes, na visão de Marlon Augusto do Nascimento, professor do cursinho do XI. “Se for costume do estudante, ele vai tirar de letra a parte da interpretação”. 

"A Unicamp tem como característica a mescla dos mais variados gêneros. Ano passado teve interpretação de gráfico e leitura de imagem. A Fuvest, por exemplo, pede a interpretação de pequenos poemas, como fez no vestibular 2013, e o Enem gosta de fazer questões com músicas", diz Guilherme Pires Lima dos Reis, do cursinho Oficina do Estudante.

O aluno curioso, que busca conhecer vários assuntos, tem mais chances de ir bem do que o estudante que lê apenas textos no padrão "vestibular", acredita Nascimento.

  • Vocabulário contextualizado: sinonímia e tradução

"Se você se depara com uma palavra que você não sabe o significado, mas entende a estrutura, você sabe que ali não cabe, por exemplo, um verbo", diz Mônica. "A interpretação tem uma sequência lógica. Nós como falantes de uma língua sabemos como ela funciona". 

Já Nascimento adverte o uso indiscriminado da tradução. "Ela é um pouco automática. Ao ler um texto, o aluno que não tem fluência vai tentar traduzir. Isso pode ajudar, como pode atrapalhar. No caso dos 'falsos cognatos', atrapalha bastante".


  • Pronomes: pessoais, possessivos, relativos e indeterminados

De acordo com Mônica, toda a parte de gramática da prova de inglês cai de uma forma contextualizada. "Eles não vão perguntar quais são os pronomes possessivos, mas podem fazer questões onde se pede, por exemplo, de quem é o carro citado no texto", analisa.

Reis, da Oficina do Estudante, explica que quem tem tradição de pedir questões relacionadas com pronomes são os vestibulares da PUC (Pontifícia Universidade Católica). 


A professora da Fundação Torino explica que esse conteúdo é importante principalmente na hora de escrever dissertações em inglês, uma vez que as 'linking words' dão maior fluidez ao texto. “Se você não faz uso delas, ele fica cheio de frases curtas e sem conectividade, se torna um texto muito infantil”, diz.

Os alunos devem ficar atentos, pois em inglês existem substantivos contáveis e incontáveis. Dessa forma, precisam saber quais expressões sobre quantidade combinam com cada um desses substantivos. 

ESTUDE PARA O ENEM

  • Johnny Eggitt/AFP

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"Em inglês, o que mais é cobrado é o present perfect, que é um tempo verbal que a gente não tem em português. É uma dor de cabeça para ensinar e uma dor de cabeça para que os alunos não tentem traduzir", diz Nascimento. 

Para Mônica, a prova pode querer que você use, por exemplo, o passado, mas de uma forma contextualizada. "Pode cair um texto em que você deverá responder onde aconteceu tal coisa, o que fulano fez no dia tal", explica.

O professor do cursinho do XI acredita que essa é a parte mais avançada do inglês. "Cai bastante, não explicitamente, é claro, como os outros temas de gramática, mas está relacionado com o entendimento do texto”, diz Nascimento. “Se o aluno souber ligar uma oração a outra, ele conseguirá entender". 

"Recontar o que foi dito tem tudo a ver com a questão da comunicação", analisa Mônica. 

Nascimento acredita ser um tema não tão difícil, uma vez que geralmente é bastante abordado em cursos de inglês. "Você deve reportar uma ação feita por um terceiro. Não é um bicho de sete cabeças. Se o aluno souber o passado simples no inglês, ele já consegue tirar de letra", diz.

Segundo Reis, da Oficina do Estudante, os vestibulares da Unesp e do ITA trabalham muito com voz passiva. "A Unesp coloca bastante justamente para confundir o candidato na hora de redigir sua resposta. Já o ITA pede para colocar o adjetivo ou o advérbio na forma correta", analisa. "Por mais que não caia diretamente, é imprescindível você saber os diferentes empregos do tema".

Mônica afirma que a voz passiva é usada geralmente em textos e situações mais formais. "Por exemplo, ninguém vai dizer que o departamento 'x' quebrou o bebedouro. Em um ambiente de trabalho seria mais prudente dizer que o bebedouro foi quebrado", diz.