Enem

Guia de estudos: confira 10 temas essenciais de filosofia e sociologia

Lucas Rodrigues

Do UOL, em São Paulo

Ser capaz de analisar conceitos de política, ética e moralidade, estado de natureza, contrato social e estado de sociedade é o primeiro passo para conseguir bons resultados em filosofia e sociologia nos grandes vestibulares. O UOL consultou professores sobre os dez conteúdos dessas disciplinas que mais caem nos exames.

GUIA DE ESTUDOS

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    Dez temas essenciais de química

  • Rodrigo Capote/Folhapress

    Dez temas essenciais de matemática

  • Luciano Candisani/CI/Divulgação

    Dez temas essenciais de geografia

  • Bruno Miranda/Folhapress

    Dez temas essenciais de física

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    Dez temas essenciais de biologia

  • REUTERS/Enrique Castro-Mendivil

    Dez temas essenciais de história

  • Thinkstock

    Dez temas essenciais de filosofia e sociologia

  • Thinkstock

    Dez temas essenciais de inglês

  • Rede Globo/Divulgação

    Dez temas essenciais de português

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    Dez temas essenciais de espanhol

  • Reprodução

    Dez passos para uma boa redação

Esse é o sétimo roteiro de uma série que trará o guia de estudos de uma disciplina por dia.

Para Gianpaolo Dorigo, professor do cursinho Anglo, questões dessas matérias são uma novidade em provas do Estado de São Paulo. Apesar de ainda não possuírem um "perfil" claramente definido, ele destaca a exigência de leitura e entendimento de texto, estabelecimento de vínculo com a atualidade e conhecimento de alguns aspectos dos autores mais tradicionais.

Confira a seguir, um compilado com dez temas importantes mencionados pelos professores dos cursinhos CPV (Patrícia Garmendia), Oficina do Estudante (Heitor Sayeg) e do colégio Magnum (Leonardo Oliveira de Vasconcelos).

Segundo Leonardo Vasconcelos, do Magnum, é importante nesse tema os estudantes saberem diferenciar agrupamentos de movimentos. "O primeiro não tem uma organização. A essência de um movimento, por sua vez, é um protesto por alguma causa, não contra uma pessoa", analisa.

Há ainda a probabilidade de pedir relações entre os movimentos desse ano no Brasil e a Primavera Árabe, na opinião do professor Sayeg, da Oficina. "Não acredito que vão cobrar teóricos específicos, porque é muito denso. Acho que será mais no sentido estrutural. Fazer relações entre esfera pública e privada", diz. 

Sayeg define esse tema como um dos mais importantes, principalmente para o Enem e alguns vestibulares do Paraná e Santa Catarina. Pode cair para o aluno fazer relações com a sociedade contemporânea – midiatização, meios de comunicação, alienação, mercantilização da vida (tornar tudo um desejo).

"Há aqui aquela crítica que conhecemos bem a respeito do consumismo de uma indústria cultural", diz Vasconcelos. Para ele, o que o aluno não pode deixar de notar é o consumo pelo consumo, o consumo para existir, que é a grande chave da Escola de Frankfurt.

"Para eu me sentir vivo, existente como ser humano, tenho que consumir. Dá para fazer uma brincadeira com aquela frase de Decartes: consumo, logo existo", comenta. 

Para o professor do Magnum, Weber é um sociólogo que tenta enxergar dentro da sociedade a influência das relações sociais, que podem desencadear problemas econômicos ou políticos. "Quanto mais o sujeito consegue perceber ter uma ação, melhor para a sociedade. As maiores dificuldades nas sociedades são ocasionadas por ações emotivas, ou seja, não deliberadas", analisa. 

O que pode cair na prova, segundo Sayeg, são situações para serem relacionadas com ação racional relativa a fins, ação racional relativa a valores, ação afetiva e ação tradicional. 

  • As novas relações de trabalho.

Nesse tema, o aluno deve ter compreensão do que está acontecendo na sociedade e ser capaz de estabelecer relações sobre a flexibilização das leis trabalhistas dentro de um conceito de globalização e estruturas produtivas, com o aumento da especialização técnica. "Na atualidade o conhecimento se torna obsoleto muito rapidamente, por isso há a necessidade de constante atualização", diz o professor do Magnum.

ESTUDE PARA O ENEM

  • Johnny Eggitt/AFP

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"Os três [SócratesPlatão e Aristótelessão a base do conhecimento ético da política mundial. São os pais da elaboração das teorias políticas. São eles que apontavam soluções, que, na época, eram novidade", diz Vasconcelos.

O professor explica que eles vão tentar enxergar a esfera política conciliando com a ética, oposto de Maquiavel, que diz que nem sempre o governante deve ser ético. 

Roberto Accorsi, professor de filosofia da Oficina, diz que política é dependente de ética e oralidade, e acredita que Aristóteles seja mais associado à ética e Platão, à política.

Tema campeão nos vestibulares: Estado de natureza, contrato social e estado de sociedade para HobbesLocke e Rousseau. O professor do Magnum acredita que aluno deverá definir relações entre estados de natureza, principalmente de Hobbes e Rousseau. "O primeiro acredita que o homem já nasce egoísta por causa do medo da morte violenta; já Rousseau acredita que no estado de natureza ele é bom, e a partir da ideia de propriedade privada vai aparecendo o egoísmo", diz Vasconcelos.

Nos três há também a ideia das leis serem o senhor de um Estado.

Na sua concepção aristotélica, São Tomás de Aquino propõe uma harmonia entre corpo e alma, fé e razão, Estado e Igreja. O papel da razão seria demonstrar e ordenar os mistérios revelados pela fé.  "A grande sacada é perceber nele essa harmonia", diz o docente do Magnum.

Conceitos de mais-valia, alienação do indivíduo social e materialismo histórico. 

"Marx enxerga a história como uma luta de classes e propõe o debate sobre qual é o sentido de trabalhar só para sobreviver", diz Vasconcelos.

  • Conceitos de Émile Durkheim.

Ter domínio de conceitos como fato social e solidariedade mecânica e orgânica. Vasconcelos diz que "segundo Durkheim, para compreender os problemas sociais é necessário entendê-los como coisas, fatos sociais". 

Distinção entre esfera pública e privada e atuação do individuo. Relações de poder Estado-política. "O aluno [precisa] perceber a questão da importância do viver em sociedade, delimitado para uma ética do discurso", diz Leonardo. 

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