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Enem ou vestibular: Veja as formas de ingresso no ensino superior

Lucas Rodrigues

Do UOL, em São Paulo

06/05/2013 13h40

Após escolher qual carreira seguir e qual instituição de ensino se encaixa em suas expectativas e condições, os estudantes precisam se preparar para o ingresso no ensino superior. A universidade escolhida utiliza qual critério? É preciso fazer o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio)? Há distribuição de bolsas? 

Para responder a todas essas questões, os vestibulandos devem ficar atentos aos sites das instituições e pesquisar as opções de entrada. Uma boa dica é consultar provas de outros anos.

“O aluno deve saber bem qual é o critério utilizado pela faculdade que ele deseja entrar e ir ao site para pesquisar exames anteriores”, afirma Paulo Motta, professor de psicologia da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Assis e especialista em orientação vocacional. 

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Andrea Godinho de Carvalho Lauro, orientadora profissional do colégio Vértice, concorda e lembra que existem diversas formas de processos seletivos, principalmente nas universidades privadas. “Pode haver um vestibular continuado ou então o tradicional. Isso varia de faculdade para faculdade”. 

Vestibular agendado

Nesse modo de entrada, o candidato preenche um cadastro e agenda um dia para ir até a instituição de ensino para fazer uma prova  Em função do desempenho e se houver vaga, o estudante já pode fazer a matrícula. 

Vestibular tradicional 

Grande parte das instituições de ensino aderem a um processo seletivo próprio, em que os candidatos que fizeram as maiores pontuações são selecionados.

Cada faculdade define os seus critérios, mas é possível que haja uma primeira fase, onde há testes de múltipla escolha, e uma segunda, com exame discursivo que cobra conhecimento sobre os conteúdos propostos no manual do candidato.

Vestibular continuado ou seriado

Esse critério de seleção analisa os estudantes durante o ensino médio por meio de provas que são aplicadas ao final de cada um dos três anos, abordando conteúdos previstos.

“Nele, o estudante deve fazer provas nos primeiro, segundo e terceiro anos e, ao final, o conjunto dessas notas compõe uma nota de seleção”, diz Godinho, do Vértice. É o caso da UnB (Universidade de Brasília). 

Enem

O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) foi criado em 1998 com o objetivo de diagnosticar a qualidade do ensino médio no país. Em 2009, o exame ganhou uma nova função: selecionar ingressantes nos cursos superiores de faculdades e universidades federais.

O exame pode ser utilizado como único critério de seleção ou ainda como parte da nota final da primeira fase do vestibular de algumas instituições e para preencher vagas remanescentes.

“Ele é mais voltado para as questões práticas e foi muito bem aceito pelos estudiosos”, afirma Paulo Motta, da Unesp. “Ele torna o vestibular mais acessível, principalmente aos alunos oriundos da escola pública".

Outra modificação foi a criação do Sisu (Sistema de Seleção Unificada), no qual instituições públicas de ensino superior oferecem vagas para candidatos participantes do Enem.

“As faculdades públicas, em sua maioria, têm um vestibular tradicional, com data marcada. Mas existem aquelas que usam somente o Enem. Então, você deve se inscrever no Sisu, geralmente no mês de janeiro, e irá concorrer às vagas disponíveis”, afirma Andrea Godinho.

O Sisu é realizado duas vezes por ano, sempre no início do semestre letivo.  A inscrição é gratuita, em uma única etapa e é feita pela internet.

Bolsas

Após a entrada no ensino superior, os estudantes podem ainda ser beneficiados por bolsas de estudo. “Existem muitas instituições que dão bolsas de 100% para os primeiros colocados no vestibular”, conta Andrea, do colégio Vértice.

Entre as opções, existe o Prouni (Programa Universidade para Todos), que tem como finalidade a concessão de bolsas de estudo integrais e parciais em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, em instituições privadas de educação superior

O programa também seleciona os candidatos com base na pontuação obtida pelo Enem: é necessário ter feito mais de 450 pontos na prova, e não ter tirado nota zero na redação.

Os estudantes devem ter cursado todo o ensino médio em escola pública ou em instituição particular sendo bolsistas. Já para ter bolsa integral, é necessário ter renda bruta familiar por pessoa de até 1,5 salário mínimo. Para parciais, a renda deve ser de 3 mínimos.

Há ainda a opção pelo Fies (Fundo de Financiamento Estudantil), que financia a graduação na educação superior de estudantes matriculados em instituições particulares. Podem recorrer ao financiamento os estudantes matriculados em cursos superiores que tenham avaliação positiva nas avaliações do MEC.

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