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21/11/2011 - 12h00 / Atualizada 29/03/2012 - 11h24

Na proximidade dos exames, melhor manter a calma

Página 3 Pedagogia & Comunicação
São Paulo

Quando se aproxima a data de um exame, a recomendação para quem acompanha o roteiro de estudos do UOL Vestibular é manter um ritmo tranquilo. Para aqueles que conseguiram fazer um bom planejamento e estão com a matéria em dia, é hora de relaxar um pouco e se tranquilizar para as provas. Quem não conseguiu avançar na carga de estudos, não será de última hora que vai conseguir, portanto também não adianta se afobar. Talvez consiga melhor desempenho se relaxar e tentar fazer aquilo que sabe.

Iniciamos esta semana estudando os circuitos elétricos, em Física. A probabilidade de questões sobre o assunto é bastante alta na primeira fase e três tipos de perguntas são mais frequentes.

O primeiro tipo de exercício pede para analisar o circuito elétrico. Será preciso determinar quatro grandezas: intensidade de corrente elétrica, tensão, resistência e potência em cada elemento (resistor) do circuito. Para calcular tais grandezas, recomendamos duas abordagens: aplicar a primeira lei de Ohm no circuito como um todo. Ao obter a corrente elétrica total, aplicar a primeira lei de Ohm em cada resistor.

A dica é que, conhecendo duas grandezas de cada resistor, é possível calcular as outras duas. Nossa sugestão é montar uma tabela, com uma coluna para cada grandeza: resistência, corrente elétrica, tensão (U) e potência. Em seguida, preencher a tabela com os valores conhecidos. Tendo duas de cada, para calcular as restantes, basta aplicar a primeira lei de Ohm ou a equação do “piu” (P = i . U).

O segundo tipo de problema que pode aparecer no vestibular pede para calcular o consumo de energia elétrica de um circuito ou o número de aparelhos que pode ser ligado a um trecho do circuito. Nesses casos, a recomendação é utilizar a expressão P = i . U.

Outro tipo de pergunta bastante tradicional pede o cálculo de energia elétrica consumida por determinado aparelho. Nesse caso, é preciso estar atento para usar a unidade Quilowatt-hora (kWh) e não joule. Para usar essa unidade, deve-se deixar a potência em Quilowatt e o tempo em horas.

 

Água boa

Dos meandros da energia elétrica, passamos às consequências da atividade humana sobre a natureza, com foco na poluição da água, estudada pela Biologia.

Os vestibulares podem abordar tanto o impacto na água doce quanto no mar. Em relação à água doce, estudamos o lançamento de esgoto doméstico e industrial. A decomposição de matéria orgânica leva à eutrofização, que é o enriquecimento da água com nutrientes minerais, que leva à proliferação de algas, causando uma série de problemas, entre eles a diminuição do oxigênio na água e morte de peixes. Devemos lembrar aqui que a multiplicação das algas em represas e reservatórios chama-se floração das águas.

Outro fenômeno decorrente da poluição de água doce é o desenvolvimento de cianobactérias, que são neurotóxicas e patotóxicas. No Brasil, já identificamos por volta de 20 espécies. O desafio é fornecer água que não contenha tais toxinas à população.

O uso de fertilizantes em lavouras também provoca eutrofização, quando carregados pela água da chuva a rios, córregos e lagos.  Outro ponto é o lançamento de metais pesados, como chumbo e cádmio, prejudiciais aos organismos. Pesticidas aplicados na agricultura também podem ter este efeito, que é cumulativo no organismo.

No mar, um dos temas abordados no vestibular pode ser o dano causado por derramamento de petróleo. Outro assunto é o lançamento de metais pesados, que também pode ter efeitos cumulativos. Nós podemos, por exemplo, ingerir certa quantidade de mercúrio se comermos peixe proveniente de área contaminada.

Continuamos na relação do homem com a natureza, mas desta vez pela perspectiva da Geografia, que nesta semana estuda a distribuição territorial das atividades econômicas no Brasil. Neste conteúdo, vamos aproveitar para fazer uma revisão de assuntos já estudados, como a exploração vegetal e a pesca, os recursos minerais, as fontes de energia e os impactos ambientais, além do modelo energético brasileiro.

O Brasil está passando por muitas mudanças na organização do espaço. Temos o avanço das fronteiras agrícolas em direção a Rondônia e ao sul da Amazônia. O agronegócio caracteriza-se por alta produtividade e mecanização. No Nordeste, o oeste da Bahia tornou-se um celeiro de cereais (soja, feijão, milho) nos últimos anos.

O assunto é amplo e exige o estudo das transformações de nosso território. O desenvolvimento da infraestrutura portuária no Nordeste (Suape e Pecém), ferrovias e indústrias modernas, a descoberta do pré-sal no Sudeste (Espírito Santo, São Paulo e Nordeste) e a construção de hidrelétricas na região amazônica são alguns dos tópicos.

A questão energética do Brasil nos ajuda a fazer a transição da Geografia para História do Brasil, que abordará a ditadura militar. Ainda na prova de Geografia podem surgir perguntas sobre o tratamento dado ao tema no governo Geisel, em que se destacam o Proálcool, a construção de Itaipu, da usina de Angra e a expansão da Petrobras. Outra questão interdisciplinar é a transição do Brasil rural para o urbano, que se concretiza durante o governo Médici.

O certo nas provas de História é que alguns pontos específicos da ditadura militar caem. O AI-2, o bipartidarismo, o “milagre brasileiro” de crescimento com concentração de renda, a anistia e a campanha diretas já são tópicos de destaque. O AI-5 é o que mais cai. Em função dele podemos dizer que houve ditadura, porque foram retiradas liberdades fundamentais e houve alterações na normalidade constitucional.

Em História geral, estudaremos com mais detalhe eventos ocorridos durante a Guerra Fria: o socialismo na China e a Revolução Cubana. Sobre a China, o máximo que se pergunta é a inspiração no socialismo soviético e a ruptura com a URSS. A Revolução Cultural, com Mao Tse Tung e a grande marcha, que pode ser relacionada à coluna Prestes no Brasil, ambas pré-socialistas. Os temas relacionados à História recente e conjuntura política e econômica entram no campo da Geografia.

Sobre Cuba, vale a mesma lógica. Os examinadores podem perguntar a relação com o imperialismo norte-americano e a emenda Platt. Sobre o governo de Fulgencio Batista, que antecede a revolução, o ataque ao quartel general de Moncada. Depois da revolução, as medidas de caráter nacionalista e socialista, até a crise dos mísseis. O que diz respeito à situação atual pode aparecer em Geografia.

 

Coordenadas

Para dar nossa costumeira equilibrada entre humanas e exatas, passamos à Matemática, com a introdução de geometria analítica. Trata-se de um conteúdo que sempre aparece no vestibular. O essencial é o estudo da reta e da circunferência. A equação de cada uma delas permite calcular todos os pontos na reta e na circunferência. Nesta semana, focamos na introdução do assunto, com as coordenadas cartesianas no plano, distância entre dois pontos e coordenadas do ponto médio.

Em Química, esterificação e hidrólise de ésteres são as principais reações orgânicas para o vestibular. E será preciso também estudar as reações de substituição e adição, eliminação, oxidação e redução.

Um lembrete: nos últimos anos, as questões estão trazendo uma inovação; o candidato tem o modelo da reação no próprio enunciado, de modo a ajudá-lo. Ele precisa interpretar o mecanismo apresentado e reutilizá-lo para resolver o exercício.

Para encerrar a semana de estudos, escolhemos a poesia. Antes, a recomendação é prestar atenção em aspectos da descrição que contribuem para o bom Português, tanto na interpretação como na redação. Fatores como simultaneidade e espacialidade na ordenação dos elementos descritores são importantes nesse processo. Mas, claro, não se esquecer de treinar redação.

Em Literatura, a Antologia poética de Vinicius de Moraes, última obra da lista de leitura obrigatória, pode ajudar a tornar mais leve o fim desta semana de estudos.

Dos poetas da segunda geração modernista, Vinicius de Moraes é o mais popular, até pela questão musical. Algumas características essenciais: a seleção de poemas feita pelo próprio autor, a obra dividida em duas fases, temáticas recorrentes (mulher, questão social, morte), obra formada por sonetos, elegias, odes, baladas e poemas e verso livre.

Na primeira fase, a obra possui uma religiosidade simbolista, mística, cristã, com poemas longos, de um verbalismo túrgido. Na segunda, Vinicius de Moraes se aproxima do mundo material e mostra sua preocupação social, quando fala da mulher já não tem mais pecado nem culpa.

As apostas para o vestibular são as temáticas sociais e metalinguística. Como é o terceiro ano em que o livro está na lista, pode acontecer uma abordagem de poemas sobre a mulher. Neste caso, é bom entender as diferenças entre a primeira e a segunda fase.

 

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