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14/11/2011 - 12h00 / Atualizada 29/03/2012 - 11h03

A disputa por áreas de influência que dividiu o mundo

Pagina 3 Pedagogia & Comunicação
São Paulo

O tema de História geral desta semana, Guerra Fria, é assunto clássico nas provas da disciplina e também nas de Geografia. Apesar de cobrir um período de tempo relativamente curto, é ampla a variedade de tópicos que podem ser abordados.

Tratados e conferências, como Potsdam, a criação da ONU, Israel e Palestina, corrida espacial, corrida armamentista, intervenção na Tchecoslováquia e na Hungria, até o alinhamento do Brasil aos EUA, no governo Dutra, estão entre as possibilidades de perguntas no vestibular. Nas próximas semanas, nos concentraremos nos episódios mais importantes.

Os vestibulares costumam abordar mais detalhes dos períodos mais recentes da História. Quanto às datas, por exemplo, se não conseguir fixar com precisão um fato, é importante pelo menos saber em que década ocorreu. A guerra do Vietnã, por exemplo. Se não souber que acabou em 1973, precisa ao menos situá-la nos anos 1970. E o que aconteceu nos anos anteriores e posteriores.

A grande dica é evitar a armadilha do maniqueísmo (uma guerra do bem contra o mal, na qual é preciso tomar partido de um dos lados, EUA ou URSS). É importante compreender que a Guerra Fria é uma disputa por áreas de influência, que envolve todo o planeta.

Quanto à História do Brasil, o tópico mais significativo da Guerra Fria está no alinhamento do País com os Estados Unidos, na política externa do presidente Dutra. O período em que Dutra governou ficou marcado como transição para a fase de Vargas chamada democrática. A destacar aqui o nacionalismo econômico, simbolizado na campanha que adotou o lema ‘o petróleo é nosso’. O episódio do atentado a Carlos Lacerda, o isolamento político e o suicídio de Vargas também são pontos de relevo.

No governo de Juscelino Kubitschek, a marca é o desenvolvimentismo, a criação de Brasília. O crescimento foi acelerado, houve geração de emprego, havia clima de otimismo, reforçado pela conquista da Copa do Mundo de 1958. Mas, em longo prazo, a análise que pode ser feita é que o presidente condenou o País a depender do capital externo.

A ideia de independência na política externa é o ponto que interessa ao vestibular sobre o governo de Jânio Quadros. Trata-se de uma posição retomada no governo Lula. Cabe observar também que as provas não fazem perguntas sobre a renúncia de Jânio, pois até hoje não se entende o motivo.

João Goulart assume o governo com a imagem de reformista radical. Reformas nacionais de base são ponto de interesse para o vestibular. Goulart acreditava que era possível manter o desenvolvimento e distribuir renda. Em tempos de Guerra Fria, não havia posição de centro. Propor reforma agrária e democratização da escola para pobres era o mesmo que ser comunista. Este é um dos fatores que culminaram no golpe militar de 1964, porém a recomendação aqui é procurar entender todo o processo.

 

Cubos e tetraedros

Como costumamos balancear nosso roteiro entre disciplinas de humanas e exatas, passamos a Matemática, depois de uma bateria de História. Cubos e tetraedros são os mais importantes do grupo de poliedros, tema desta semana. Estas figuras sempre aparecem nos vestibulares. Outras que também podem cair nas provas são octaedros, dodecaedros e icosaedros.

 

Não confunda

Em Biologia, a temática de ecossistemas e ecologia oferece diferentes possibilidades de perguntas. Gráficos sobre densidade populacional, em que é preciso explicar os fatores que regulam o crescimento da população, interpretando a questão em relação aos conceitos de dinâmica das populações têm chances de cair.

A definição de conceitos é importante nesses temas. Comunidades, sinônimo de biotas, são diferentes populações de uma espécie que vivem na mesma região. Biótopo é o conjunto formado por solo, água e atmosfera. O alerta é para não confundir os termos. Outros conceitos importantes são habitat, referindo-se ao local onde vive determinado organismo, e nicho ecológico, o local onde o organismo vive somado às relações que ele estabelece com o meio, seus hábitos e alimentação.

O fluxo de energia e os ciclos da matéria nos ecossistemas são outros pontos de interesse. A atenção aqui vai para o fato de que o fluxo se dá de duas formas: pelas teias alimentares ou pela ciclagem de nutrientes, os chamados ciclos biogeoquímicos.

Uma pergunta recorrente exige a diferenciação entre cadeia e teia alimentar. A cadeia é linear e a teia é complexa, onde mais de um organismo pode ocupar mais de um nível trófico. Em relação a este tópico, não se esquecer que o sol é a principal fonte de energia da biosfera e saber como a energia se perde a cada mudança de nível trófico é uma boa recomendação a seguir.

 

Corrente

Em Física, o estudo da corrente elétrica é a parte introdutória de eletricidade, mais especificamente em eletrodinâmica. Os grandes vestibulares costumam trazer entre duas a três questões de eletricidade, nas provas de Física. Portanto, esta parte é importante para a resolução de exercícios mais complexos sobre o tema.

Uma das recomendações está no cuidado em determinar o sentido da corrente elétrica, que é sempre contrário ao do movimento dos elétrons. Não se deve esquecer neste caso da propriedade gráfica: se a corrente não for constante, será preciso recorrer ao gráfico da corrente elétrica em função do tempo. Pela área do gráfico dá pra calcular a carga elétrica que fluiu neste condutor.

É preciso considerar também o conceito de carga elétrica e a equação da corrente e lembrar-se que a unidade da corrente elétrica é Ampère. Atenção deve-se ter ainda com os condutores iônicos, que têm movimento de cargas tanto positivas quanto negativas.

 

Divisões possíveis

Território, espaço, paisagem, região e lugar são conceitos fundamentais para o estudo das divisões territoriais do Brasil, tema de Geografia escolhido para esta semana.

A definição mais difícil é a de região. Além do espaço de delimitação e controle, e de poder, ela é vívida, possui características peculiares. A atual divisão do Brasil em cinco regiões, Norte, Nordeste, Sul, Sudeste e Centro-Oeste, foi estabelecida pelo IBGE em 1969. Os vestibulares podem trazer questões sobre propostas alternativas de divisão.

O problema da atual divisão é que a limitação das regiões coincide com o limite dos estados, o que leva a distorções. O exemplo clássico é o extremo norte de Minas Gerais, o que faz com que o vale do Jequitinhonha pertença à região Sudeste. As primeiras divisões, do início do século passado, levaram em conta características climato-botânicas. Uma proposta que costuma aparecer nas provas é a do geógrafo Aziz Ab’Saber, que usa critério morfoclimático, identificando planaltos e planícies.

A sugestão é estudar os mapas de tais regiões, além da divisão por complexos geoeconômicos, em que o País compreenderia: Amazônia, Nordeste e Centro-Sul. E há ainda a proposta do geógrafo Milton Santos, que fala de quatro “brasis”: a região amazônica (com sete estados menos Tocantins), a região central, o nordeste e a região concentrada, atuais Sul e Sudeste. É um ponto que aparece cada vez mais nos livros didáticos, embora não tenha deixado marca nos vestibulares.

A divisão dos estados e criação de novos são propostas recorrentes e discussões sobre o tema não são incomuns. Um exemplo foi o plebiscito de 2011 que rejeitou a criação dos estados de Tapajós e Carajás, no Pará.

 

Espaciais, geométricos e assimétricos

Em Química, isomeria é um assunto bastante frequente nos vestibulares. Trata-se do fenômeno de dois ou mais compostos apresentarem a mesma fórmula molecular (F.M.) e fórmulas estruturais diferentes.

Uma dica para as primeiras fases dos exames é focar em isomeria espacial. Exercícios sobre isômeros geométricos e a determinação da existência de carbonos assimétricos são outros assuntos importantes.

 

Social e lírico

Dois elementos são essenciais na obra Capitães de areia, de Jorge Amado, livro para ser reforçado nesta semana, em Literatura. Trata-se do aspecto social, que caracteriza a obra como romance engajado, e do tom lírico, que enfatiza o lado emocional. Note-se também a linguagem, um pouco descuidada, até na fala do narrador, o que não é comum. É uma linguagem marcada pelo coloquialismo, uso de gírias e palavras chulas.

Esta última observação nos dá um estudo de caso para continuar a repassar aspectos da narração, em Português. Desta vez, a sugestão é atentar para os tipos de narrador, identificar discursos diretos, indiretos e livres, além do recurso de transposição de discurso.

 

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