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História geral

História Geral -

Atualizado em 18/07/2013, às 12h24

O período histórico denominado Idade Moderna, que se estendeu aproximadamente do século 15 até meados do século 18 na Europa, organizava-se em um sistema chamado Antigo Regime e caracterizava-se pelo Absolutismo, Mercantilismo e Sociedade Estamental.

No Absolutismo, o poder real era considerado de origem divina, concentrando-se, assim, nas mãos dos monarcas.

O princípio da lógica social era baseado na origem de nascimento, determinando uma organização onde não havia mobilidade social, já que esse dado não podia ser alterado.

 

Por exemplo, se o indivíduo nascesse em uma família nobre, teria até o final de seus dias um lugar privilegiado socialmente, o que lhe garantiria direitos políticos diferenciados.

Essa concepção de valores interferiu, inclusive, no desenvolvimento das atividades econômicas, predominantemente comerciais, que dependiam da legalização do monarca para serem realizadas.

Numa economia baseada no princípio do monopólio, era o Estado quem fazia ou não as concessões comerciais.

A atividade comercial era desenvolvida pela burguesia, cuja origem social remonta ao campesinato medieval. Portanto, por mais que a burguesia se desenvolvesse e adquirisse importância econômica, sua origem social humilde atuava como uma barreira no que se referia aos privilégios sociais, criando uma progressiva insatisfação na mesma, que culminou com a Revolução Francesa em 1789.

O rompimento com a nobreza e a implantação de uma ordem social, denominada liberal burguesa, inaugurou novos parâmetros, onde o poder econômico passou a determinar o status social dos indivíduos em detrimento da origem de nascimento, definindo a forma de estruturação das sociedades capitalistas contemporâneas.

Os princípios liberais foram importantes na América Latina, estimulando e embasando os processos de independência, porém sendo adaptados aos contextos locais.

No Brasil, a elite agrária incorporou esses ideais e passou a buscar o fim do pacto colonial. Porém, manteve inalterada a estrutura social interna, baseada na escravidão, fonte de riqueza para essa elite, adaptando, assim, as idéias liberais aos seus interesses de classe social. O fim do pacto colonial garantiu o status de nação independente ao Brasil, embora estruturalmente não tenham ocorrido mudanças, já que o principal limite do liberalismo brasileiro tenha sido a propriedade de bens, caracterizada pelo latifúndio e escravidão.
 

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