Geografia

Vestibulandos esquecem de estudar a escala dos mapas

Eder Melgar*

Especial para a Folha de S. Paulo

Muitos vestibulandos esquecem-se de dar a devida atenção aos assuntos básicos e entre eles um dos mais esquecidos é o conceito de escala e sua correta utilização.

Escala é o nome que damos àquela proporção que às vezes aparece junto aos mapas. Por exemplo, a notação 1:100.000 (lê-se um para 100 mil) significa que o mapa é 100 mil vezes menor do que o original e que cada medida na carta corresponderá a um tamanho 100 mil vezes maior na realidade. Se a distância entre duas cidades no mapa é de um centímetro, na realidade será de 100 mil centímetros, o que corresponde a mil metros ou a um quilômetro.

Muitas vezes, os alunos têm dificuldade em fazer a conversão de centímetros para quilômetros ou o contrário. Se você estiver nessa situação, peça ajuda urgentemente ao seu professor.

Uma grande confusão ocorre quando as questões de vestibular cobram quais os tipos de escala mais adequados para representar um fenômeno em níveis de detalhes diferenciados. Por exemplo, para representar algumas ruas no mapa de uma cidade da América, precisamos de escala maior ou menor do que aquela utilizada para representar apenas os países do continente americano? Se o raciocínio matemático não for o seu forte, anote a seguinte regra prática: quanto maior o mapa, maior é a escala, portanto, quanto menor o mapa, menor a escala.

Com base nisso, pense da seguinte maneira. Para enxergar detalhes, como as ruas de uma cidade em um mapa da América, ele deve ser maior do que o mapa onde esse nível de detalhe não interessa, onde só a observação dos países do continente já é suficiente. Se o que mostra as ruas é maior, então sua escala é maior do que a do outro onde as ruas não são visíveis. Resumindo: se o mapa é maior, vemos mais detalhes, e a escala é maior. Se o mapa é menor, vemos menos detalhes, e a escala é menor.

Eder Melgar*

Especial para a Folha de S. Paulo

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