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O nome célula-tronco refere-se a qualquer célula pouco diferenciada e capaz de produzir outros tipos de célula através de mitose e do processo de diferenciação celular

Geralmente, as células-tronco são capazes de originar células especializadas dos tecidos dos quais fazem parte, tendo grande importância em processos como, por exemplo, a regeneração de órgãos. No entanto, as células-tronco embrionárias são chamadas de totipotentes, pois são capazes de se diferenciar em qualquer tipo de célula. Em humanos, encontramos células-tronco nos embriões, no cordão umbilical e na medula óssea, entre outros tecidos.

Atualmente, as células-tronco podem ser mantidas em laboratório por meio de culturas celulares, sendo utilizadas na pesquisa sobre o tratamento de doenças como leucemia, diabete, infarto, entre outras. O objetivo desses tratamentos é realizar a reposição de tecidos danificados, devido a doenças ou acidentes, substituindo-os por células saudáveis.

A totipotência das células-tronco embrionárias desperta grande interesse científico, uma vez que podem originar diversos tipos celulares. O tratamento de algumas doenças - como, por exemplo, câncer, mal de Alzheimer, osteoporose, problemas do coração e cegueira - pode ser auxiliado pela terapia com essas células. As células-tronco são formadas no embrião apenas até este atingir entre 32 e 64 células, ou seja, muito antes da formação de qualquer tecido embrionário.

As células-tronco embrionárias geralmente são provenientes de embriões não utilizados durante o processo de fertilização artificial. Esses embriões excedentes são congelados e armazenados. A lei brasileira diz que, após três anos, esses embriões, se não utilizados e mediante autorização dos pais, podem ser usados para pesquisa científica.

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