PUBLICIDADE
Topo

Biologia

Biologia -

Dica 1
Vamos lembrá-los de alguns itens dos mecanismos energéticos dos seres vivos. Os vegetais são os principais produtores, na natureza, de matéria orgânica energética, como os carboidratos. Isso é possível graças ao eficiente aparelho, dentro das células das plantas, chamado de cloroplasto, que realiza uma série de complexas e intrincadas reações bioquímicas, chamadas de Fotossíntese. Na Fotossíntese, a energia da luz é convertida em energia química, para transformar gás carbônico e água em carboidratos, participando as moléculas de clorofila e enzimas.

Alguns tipos de bactérias também podem produzir carboidratos através de um processo mais ou menos semelhante à Fotossíntese, chamado de Fotossíntese Bacteriana. Outras bactérias encontradas nos fundos marinhos abissais sintetizam carboidratos sem a presença da luz. Como elas fazem isso? Oxidam, por exemplo, gás sulfídrico, num processo chamado de Quimiossíntese.

Os organismos que não produzem carboidratos necessitam constantemente adquirir essas substâncias do ambiente, através da nutrição. Alguns alimentam-se diretamente dos vegetais, ou partes deles - como raízes, caules e as folhas. Outros comem aqueles que se alimentaram dos vegetais, e assim sucessivamente, montando uma sequência alimentar, a Teia Alimentar. Dentro das células os carboidratos - como as moléculas de glicose - são quebrados e moídos em substâncias cada vez menores para se obter energia. Quando o oxigênio inspirado e inalado do ambiente reage com os resíduos hidrogênicos forma-se água, água metabólica. Esse processo é conhecido como respiração aeróbia.

Dica 2
Assunto: fisiologia da membrana das células. Comentaremos alguns mecanismos de transporte. As células são entidades vivas e necessitam realizar troca de materiais com o ambiente. A película que envolve, delimita e protege as células é a membrana plasmática ou celular - e é essa membrana que permite a passagem das substâncias. Uma importante propriedade das membranas é a permeabilidade seletiva - a membrana possui permeabilidade a algumas substâncias, como os gases e a água. A membrana plasmática é seletiva porque seleciona e regula, até um certo limite, as substâncias que podem atravessá-la, como íons e partículas alimentares.

As células vivem num ambiente aquoso e em solução, portanto é importante manter um equilíbrio do conteúdo interno celular com o ambiente. Por exemplo: o acúmulo de sais minerais dentro das células animais pode provocar a entrada de água, acabando por estourar e até mesmo matar a célula. Quando o ambiente está muito mais concentrado em sais, a água percorre o caminho inverso da situação anterior, ou seja, a água sai da célula até torná-la murcha. Estão lembrados daquela brincadeira de infância, em que vocês colocavam sal na lesma do jardim e ela "derretia"? É exatamente isso que acontece quando o meio está em desequilíbrio com o interior celular.
Esses exemplos mostram um tipo de transporte através da membrana - sem gasto energético - conhecido como osmose, que é um caso particular de difusão.

Dica 3
Provavelmente, na situação do vestibular, por mais que você seja uma pessoa calma, vai ficar um pouco nervoso. Aí, o que acontece? O coração dispara, você fica pálido... O que está acontecendo? O sistema nervoso autônomo - mais exatamente uma divisão do seu sistema nervoso autônomo - está dando uma descarga elétrica. Essa divisão é o sistema nervoso simpático.

Nessa descarga, adrenalina acaba sendo liberada na circulação; essa adrenalina se espalha e vai causar diversas alterações. Você ficou pálido por quê? Constrição - você vai contrair os vasos sanguíneos para redirecionar o fluxo sanguíneo. Você não precisa de sangue na sua pele nesse momento, por isso você fica pálido. O sangue está indo principalmente para os seus músculos, para você lutar, correr e - às vezes - até fugir. O seu coração dispara pelo mesmo motivo, ou seja, otimizar o efeito da circulação. Então, resumindo: situação de perigo, integração entre os sistemas nervoso e hormonal.

Dica 4
Gente, esta é uma época muito especial. A gente olha pra cidade e vê os ipês, a árvore símbolo do Brasil, com suas folhagens ausentes e lindas flores amarelas - claro, podem ser de outras cores, dependendo da espécie.

Por que sem folhas? Como você sabe, esta é uma situação em que o ar está muito seco e isso favorece a transpiração. Se você colocar todas as folhinhas de uma árvore, uma do lado da outra, você vai ver que existe uma área muito grande. É uma área muito extensa para a transpiração, o vegetal não suporta perder tanta água por uma área tão grande assim. O que o ipê - e outras árvores - faz? Perde suas folhas; perdendo as folhas ele vai reduzir a transpiração, vai poder viver numa época seca. Ele pode também fechar os seus estômatos, que são estruturas que funcionam como poros reguláveis para controlar a transpiração e a troca gasosa.

Imagine uma planta que viva sempre em uma situação de extrema aridez. Ela não pode perder suas folhas o tempo todo; na verdade ela faz outra coisa. O cacto, por exemplo, transformou suas folhas, ao longo da evolução, em espinhos. Assim a área fica muito reduzida e a transpiração pode ser controlada com muita eficiência. Em vista disso, o cacto precisa ter seu tronco ou seu caule verde; ele é fotossintetizante e substitui a ação das folhas na fotossíntese.

Dica 5
Vocês já devem ter se acostumado a ouvir a frase "o rio Tietê é um rio morto"... Será que isso realmente é verdade? Definitivamente, não. Ele é um rio nadinha morto: se você pegar uma gotinha de água do rio Tietê, vai ver que existem inúmeras espécies de microorganismos.

Qual é o real problema desse rio? Ele recebeu por muito tempo muita matéria orgânica proveniente de esgotos. Essa matéria orgânica foi então decomposta por bactérias, microorganismos que acabaram por consumir quase que todo oxigênio desse rio. Portanto, o Tietê é um rio sem oxigênio, sem vida aeróbia. O que acontece então? O resto de matéria orgânica - e aquela que ainda está sendo despejada no rio - passa a ser então utilizada por seres anaeróbios, que não usam oxigênio.

Então, não há mais espaço para seres como os peixes, alguns vegetais e outros microorganismos que precisam do oxigênio. Na atual situação, os seres que não usam oxigênio, ou anaeróbios, estão degradando o alimento, fazendo uma fermentação que tem como efeito a liberação de gases mal cheirosos. É por isso que é difícil ignorar a existência do Tietê...

Dica 6
Você provavelmente já teve a sensação de ter comido algo que não lhe caiu bem. No vestibular, porém, você pode ter problemas com essa frase - "caiu bem ou caiu mal". O alimento realmente não cai no seu estômago; ele é empurrado para o seu estômago - se caísse, o astronauta nunca conseguiria se alimentar, ou teria sérias dificuldades para fazer isso.

Na verdade, o alimento chega até o seu estômago através de movimentos peristálticos, movimentos involuntários - ou seja, que você não consegue controlar.

Bom, numa situação de dores no seu estômago, você pode usar um antiácido - que vai atenuar a acidez de seu estômago, reduzindo os efeitos dela, como a dor, por exemplo. Mas qual é o problema de reduzir a acidez? Não vai mais haver (ou vai ser reduzida) a digestão no seu estômago, que precisa ocorrer num meio ácido: as enzimas, que estão trabalhando na digestão do alimento, não vão conseguir trabalhar no seu estômago. A digestão possui níveis de PH de acidez ou alcalinidade específicos para cada área do seu tubo digestivo. Então, na boca, o PH ideal é um PH neutro, em torno de 7; na região do seu estômago, o PH ideal é um PH ácido, como já dissemos e, no final do seu tubo digestivo, ou mais para a frente, no duodeno, no intestino delgado, o PH ideal é um PH alcalino. Qualquer alteração nisso atrapalha a sua digestão.

Dica 7
No vestibular, um assunto frequente são as doenças e seus ciclos. Quando nos lembramos de alguma doença, sempre temos de pensar no causador dessa doença, que ganha o nome de agente etiológico. O agente etiológico geralmente vem com o nome científico. Lembram-se da lombriga, cujo nome científico é Ascaris lumbricoides? Então, você tem que se lembrar de que o agente etiológico geralmente vem com o nome científico e é o causador da doença.

Em algumas doenças, o agente etiológico é transmitido por um outro bicho, e esse outro bicho é o vetor. Vamos lembrar então, na parasitologia, da doença de Chagas. Seu vetor é o Triatoma infestans, o barbeiro; um inseto que transmite o agente etiológico, o Trypanossoma cruzi. Essa doença tem um certo ciclo: uma permanência no inseto, uma permanência no homem, que vai ser o agente lesado pela doença. Então vocês têm de se lembrar de três coisas: do agente etiológico, causador da doença, do vetor, que transmite essa doença, e do ciclo em que ela ocorre.

Dica 8
A dica é sobre os tipos de sistema circulatório. Em Fisiologia vemos vários sistemas: respiratório, circulatório, excretor. Quanto ao sistema circulatório, vocês têm de lembrar que, na evolução dos animais, existem dois tipos de sistemas circulatórios: um sistema circulatório fechado e um sistema circulatório aberto.

O sistema circulatório aberto é um sistema em que o sangue circula inicialmente dentro de vasos sanguíneos - então geralmente tem uma bomba. Ela pode ser um vaso sanguíneo modificado, que bombeia o sangue dentro de vasos sanguíneos. Só que esse sangue acaba caindo em espaços vazios - em lacunas - dentro dos invertebrados, geralmente. Então, no sistema circulatório aberto, o sangue nem sempre circula dentro de vasos: ora dentro de vasos, ora em espaços vazios denominados lacunas - espaço interesticial entre as células.

No sistema circulatório fechado, o sangue sempre vai circular dentro de vasos sanguíneos; tem uma bomba, o coração, que bombeia o sangue para todo o resto do organismo, sempre dentro de vasos sanguíneos. Apenas no nível dos capilares vão ocorrer as trocas entre as substâncias químicas destinadas às células e as excretas para o sangue.

Quem tem sistema circulatório fechado são os vertebrados - peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos - e os cefalópodes, os moluscos: o polvo e a lula.

Dica 9
Os seres vivos são colocados, hoje em dia, em cinco reinos:
 

  • o reino monera, que é o reino das bactérias e das cianobactérias;
  • o reino protista, que tem algumas algas unicelulares e os protozoários;
  • o reino fungi, dos fungos;
  • o reino plantae, ou metaphita, dos vegetais;
  • e o reino animalia, ou metazoa, dos animais.

    É bacana também você se lembrar das características dos organismos desses reinos; por exemplo, no reino monera a gente pode encontrar os organismos procariontes, que são organismos com uma célula mais simples, menos derivada do que a célula eucarionte. Pode encontrar também organismos tanto autótrofos como heterótrofos; por exemplo, as cianobactérias produzem o próprio alimento, através da fotossíntese ou da quimiossíntese - são autótrofas. As heterótrofas são as que consomem algum alimento de fora do corpo dela. Essa é a diferença entre autótrofo e heterótrofo, entre os produtores e dos consumidores.

    Vocês têm de lembrar também se os organismos são unicelulares ou pluricelulares. Os unicelulares podem formar colônias e os pluricelulares geralmente formam tecidos verdadeiros, como no caso dos animais, dos fungos e dos vegetais.

    Dica 10
    Botânica não é um assunto com o qual o pessoal gosta muito de lidar, mas não tem segredo. Basta você entender mais ou menos como as plantas se classificam.

    Há muito tempo, alguns cientistas começaram a pesquisar as plantas e viram que elas se classificavam de algumas formas. Uma forma de classificação das plantas foi a presença ou a ausência de flores - ou seja, existem plantas com flor e existem plantas sem flor. As plantas sem flor são chamadas de criptógamas; são plantas que não apresentam flor nem semente, porque a semente é oriunda da flor. As plantas sem flor pertencem ao grupo das algas, geralmente as algas marinhas, pluricelulares; das briófitas, que são os musgos - aqueles "musguinhos" que nascem debaixo do tanque da mãe, que nascem em beira de barranco de cachoeira; e das pteridófitas, que são as samambaias e as avencas - plantas que podem ser de pequeno porte ou até de grande porte, como algumas samambaias-açus.

    As plantas com flor se dividem em dois grupos: o dos pinheiros e das sequoias, no caso das gimnospermas, e o das demais plantas - a maioria - que são as angiospermas, plantas com flor e com semente. Essa flor pode ser a mais variada possível, mas está sempre presente. A grama, por exemplo, tem flor - uma flor pequena; mas ela está lá, porque a grama é uma angiosperma.

    Questão 11
    A Fuvest, a Unicamp e a Unesp geralmente cobram o raciocínio nas questões. Eles não cobram nenhuma decoreba... O aluno tem que saber não um só tópico, mas dois - e relacioná-los. Um exemplo disso é a prova de Biologia da Fuvest no ano passado, na questão 75: que tipos de organismos devem estar necessariamente presentes em um ecossistema para que ele se mantenha? O aluno não tinha de decorar os tipos de organismo, ele tinha de entender as formas como eles agem e, a partir desse entendimento, explicar quais os organismos que necessariamente estão presentes. Foram dadas 5 opções:
  • herbívoros e carnívoros;
  • herbívoros, carnívoros e decompositores;
  • produtores e decompositores;
  • produtores e herbívoros;
  • produtores, herbívoros e carnívoros.

    A alternativa certa é a C, são os produtores e decompositores. Como assim? O candidato tinha de se lembrar do seguinte: no ciclo de vida do planeta, no ciclo ecológico, os tipos de organismo necessariamente presentes são aqueles que produzem alimentos, são aqueles que tiram do sol a energia para a produção de moléculas orgânicas. Os produtores, ou autótrofos, são classificados em fotossintetizantes e quimiossintetizantes.

    Também têm de estar obrigatoriamente presentes os decompositores. São aqueles que vão reciclar toda a matéria orgânica do meio ambiente, fazendo com que essa matéria possa ser reaproveitada pelos produtores. Então vocês tinham de raciocinar, vocês tinham de se lembrar de todo o ciclo, mas saber exatamente quais eram necessários. É uma questão que envolve dois tipos de raciocínio: um raciocínio conceitual, o outro mais intelectual, implicando numa reflexão sobre o assunto.

Biologia