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Atualmente, chama a atenção no país o aumento do número de casos de dengue - transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Apesar de realmente preocupante, essa não é a única doença transmitida por insetos.

Esse tipo de vetor (animal transmissor de doenças) é abundante, e as doenças transmitidas dessa forma trazem grandes prejuízos à saúde pública e à produtividade, causando mais desequilíbrios na já precária situação socioeconômica brasileira.

Além da dengue, cujos métodos de prevenção vêm sendo bem divulgados, o Aedes aegypti também transmite a febre amarela, doença que há mais de cem anos havia sido erradicada no país pelo sanitarista Oswaldo Cruz e que agora volta a preocupar devido à falta de medidas de manutenção na eliminação do vetor.

O que dizer, então, da malária, talvez a doença veiculada por inseto (Anopheles sp ou mosquito-prego) mais disseminada no mundo? O parasita, um protozoário cujo gênero é Plasmodium sp, causa febre intermitente e profunda anemia, quadro clínico que pode levar o paciente à morte.

A leishmaniose tegumentar, também conhecida como úlcera de Bauru ou ferida brava, é causada pelo protozoário Leishmania brasiliensis e também é transmitida por um mosquito, Phlebotomus intermedius, chamado de mosquito-palha ou de birigui.

O mal de Chagas, causado pelo protozoário Trypanosoma cruzi, é transmitido por inseto, mas, nesse caso, pelo percevejo conhecido como barbeiro (Tiatoma infestans). A doença causa cardiomegalia e pode levar à morte.

Para finalizar, a filariose ou elefantíase, que provoca edema crônico nos membros, em mamas de mulheres ou até na bolsa escrotal, é uma doença causada por um verme, Wulchereria bancrofti ou filária, e é transmitida pelo mosquito Culex sp, o pernilongo comum. Como vemos, o controle de reprodução de insetos é mais importante do que se imagina.

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