Enem

Aplicativo para celular e tablet testa alunos para o Enem e vestibulares

Daniel Santos

do BOL, em São Paulo

  • Reprodução/Google Play

    O AppProva apresenta quiz com questões do Enem e dos principais vestibulares do país

    O AppProva apresenta quiz com questões do Enem e dos principais vestibulares do país

A mania moderna de mexer no celular pode ser uma grande aliada para quem está às vésperas de prestar o vestibular. O ambiente tecnológico, cada dia mais inovador, também tem espaço garantido para a educação. Pensando nisso, a empresa mineira EI&T (Educação, Inovação e Tecnologia) desenvolveu um aplicativo, o AppProva, que une diversão e conhecimento em apenas alguns cliques.

A ferramenta, disponível gratuitamente para smartphones e tablets, é um jogo interativo, que apresenta um quiz de perguntas e respostas – são quase 10 mil questões baseadas no conteúdo das provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e dos principais vestibulares do país.

"Os questionamentos sobre o uso da tecnologia como ferramenta de auxílio na educação bem como aqueles sobre a utilização de redes sociais pelos adolescentes nos instigavam a modelar uma solução que aproveitasse o grande tempo despendido nessas redes. Ao observarmos o comportamento das pessoas em diversos jogos sociais percebemos que a interação social se tornava mais importante do que gráficos ou enredos complexos. Por fim, havia a familiaridade com um problema de difícil solução enfrentado pelas instituições de ensino: identificar as falhas sistemáticas de uma 'safra' de alunos antes da realização do vestibular uma vez que, na maioria dos casos, essa era a única vez em que eles eram expostos aos seus concorrentes", falou João Guilherme Gallo, diretor executivo da EI&T, sobre a ideia de desenvolver o dispositivo.

Campeão de download

Disponível para os sistemas Android e IOS (para Iphone), a ferramenta foi lançada no dia 2 de maio e já está no top 10 da categoria Educação da Apple Store.

O estudante Raphael Kakazu, 18, de São Paulo, testou o aplicativo e aprovou. "A proposta é legal, pois permite que você fique sempre ligado ao compromisso do vestibular. Nem sempre dá para ler um livro em um ônibus, por exemplo. E o aplicativo comporta um conteúdo que proporciona um  preparo considerável para as provas", analisou.

Porém, com tanta facilidade, vale lembrar que a ferramenta é só mais uma parceira dos vestibulandos, que não devem abandonar os métodos convencionais de estudos, como ressalta o coordenador pedagógico da EI&T, Jorge Cascardo.

"O aplicativo definitivamente não substitui as aulas, livro, apostilas e muito menos os professores. A ideia é que o aluno continue utilizando todas as ferramentas que já utilizava para se capacitar e utilize o dispositivo tanto para o lazer quanto para identificar suas dificuldades, ao perceber que tem errado sistematicamente questões sobre um determinado conteúdo ou que dependem de uma determinada habilidade. Uma vez identificada a fraqueza, o usuário poderá recorrer ao seus professores, monitores, livros e apostilas para estudar mais e resolver suas dúvidas. O foco do aplicativo não está em ensinar mas em avaliar aquilo que o aluno realmente aprendeu e assim ajudá-lo a direcionar seus estudos", esclareceu Cascardo.

A parceria tecnologia e educação

Para Harley Sato, autor e professor do Sistema Anglo de Ensino de São Paulo, nos dias atuais, não dá para pensar em educação sem tecnologia. No entanto, Sato chama atenção para o fato de que é preciso ficar atento ao teor pedagógico dessas ferramentas, "do contrário, vira Playstation".

O professor Gilberto Alvarez Giusepone Jr., especialista em Enem e diretor do Cursinho da Poli (SP), também considera as inovações tecnológicas como grandes parceiras da educação, e avalia a funcionalidade do aplicativo que já conquistou a turminha geek.

"É uma boa ferramenta e, de fato, ajuda na preparação do aluno. O fato de ser um jogo lúdico também aumenta o interesse. Sempre recomendamos que o aluno se exercite, faça simulados e provas dos anos anteriores como dinâmica de estudo. Achei interessante o fato de aparecer uma tela orientando o aluno sobre o que estudar quando ele não acerta uma questão", falou Giusepone, que também deixou uma dica aso estudantes. "Os vestibulares mudam ao longo do tempo. É bom o aluno ir atrás de vestibulares com até cinco anos. O programa não informa o ano dos vestibulares", avaliou.

João Guilherme Gallo explicou como foi elaborado o quiz do AppProva:

"Cada questão foi analisada por uma equipe de professores que identificam os conteúdos, habilidades e competências necessárias para resolvê-la. Inicialmente foram selecionadas questões do Enem e, em seguida, buscou-se manter um equilíbrio na distribuição geográfica das fontes bem como no modelo de questões, mais conteudistas ou mais interpretativas e de raciocínio".

Como funciona o aplicativo?

"No AppProva você não joga sozinho". É assim que a página do AppProva no Google Play descreve a dinâmica do aplicativo. Para participar do quiz, o usuário faz login com a senha do Facebook e, além de compartilhar os resultados, também visualiza o desempenho dos amigos - a cada semana  é possível saber quem foram os vencedores. Para acirrar o clima de "disputa", a ferramenta estipula o tempo em que as questões deverão ser respondidas.

"A dinâmica principal do aplicativo é a interação social associada ao jogo. Os alunos podem realizar 'duelos' com seus amigos nas disciplinas que se julgam mais competentes e em breve terão acesso a uma avaliação com o resumo de seu desempenho e uma análise comparativa com outros alunos da sua cidade, Estado ou que desejem o mesmo curso", explica João Guilherme Gallo, diretor executivo da EI&T.

Lançado inicialmente no Facebook – onde atraiu mais de 65 mil usuários –, em agosto de 2012, o AppProva chegou às telas de celulares e tablets após os criadores constatarem que cada vez mais o ambiente web tem como rivais os dispositivos móveis, "que tomam praticamente 100% do tempo dos usuários", como considerou Gallo.

Recentemente, pesquisa desenvolvida pela empresa norte-americana Pew Internet & American Life Project revelou que 78% dos jovens com idades entre 12 e 17 anos usam telefones celulares e quase a metade de seus aparelhos têm acesso à internet.

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