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Para professores, último dia da Fuvest 2012 foi difícil e abrangente

Do UOL, em São Paulo

10/01/2012 21h01

O último dia da segunda fase da Fuvest (Fundação Universitária para o Vestibular) 2012 foi considerado difícil e abrangente pelos professores de cursinho ouvidos pelo UOL Vestibular. Para o coordenador-geral do etapa, Edimilson Motta, “o terceiro dia volta a ser o mais difícil da Fuvest. Para conseguir fazer as doze questões no tempo, o aluno teve que correr. Não foi fácil, foi bem puxado”.

Segundo o coordenador do Anglo, Luís Ricardo Arruda, as questões de história, geografia, matemática e química foram as mais difíceis. “Foi uma prova para alunos bem preparados, com o intuito de selecionar os melhores”, afirmou.

O diretor pedagógico da Oficina do Estudante, Célio Tasinafo, elogiou a boa distribuição dos conteúdos de cada disciplina e afirmou que “nenhum candidato conseguiria responder os itens A e B das questões senão tivesse conteúdo”.


Matemática teve erro

A questão quatro de matemática apresentou um erro de nomenclatura, que segundo os professores não interferia na resolução. “O enunciado diz que a figura é um tetraedro, mas na verdade é uma pirâmide de base quadrada, que tem cinco lados. O candidato faria a questão, mas precisava desconsiderar essa informação”, disse Tasinafo.

Para Gregório Krikorian, professor de matemática do curso e colégio Objetivo, a prova não trouxe nenhuma novidade: “Já sabíamos que hoje seria mais difícil. Uma prova mais densa, que exigiria mais cálculo e isso aconteceu”, afirmou.

Veja comentários dos professores do Curso e Colégio Objetivo sobre as outras disciplinas:

  • Química: “Apesar de difícil, foi uma prova boa, bem conceitual. O aluno precisava pensar para fazer as questões, exigiu raciocínio do candidato”, disse Alessandro Nery. Para ele, a prova teve nível médio para difícil, com questões bem elaboradas e abrangentes.
  • Física: Segundo Ricardo Helou Doca, a prova de física conseguiu abranger todo o conteúdo do ensino médio, com “contextos familiares aos alunos”.  “Privilegiaram os aspectos conceituais. Claro que sempre tem cálculo, mas o mote não era esse, era ver se o aluno conhecia o conceito e o teorema daquilo que a pergunta abordava”.
  • Geografia: Para Vera Lúcia da Costa Antunes, a prova de hoje “pegou assuntos banais e tradicionais e tratou de uma maneira inteligente”. Ela afirma que os candidatos tinham que mostrar que sabiam aplicar os conceitos pedidos. “Tenho certeza que o aluno saiu satisfeito da prova e não deixou nenhuma pergunta em branco, pois ele tinha elementos para fazer as questões”.
  • História: “Foi uma prova bem trabalhosa, no sentido de exigir conhecimentos dos fatos e capacidade de análise para estabelecer relações. Não foi uma prova tradicional, os alunos tiveram que comparar eventos de diferentes épocas”, observou o professor Vinícius Carneiro de Albuquerque.
  • Biologia: Segundo Constantino Carnelos, a prova teve nível médio para difícil, o que já era esperado,  mas foi “honesta” para quem fez um bom ensino.