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Revolução Francesa é recorrente não só na vida escolar

Página 3 Pedagogia & Comunicação

19/09/2011 08h00Atualizada em 16/03/2012 00h29

A Revolução Francesa é um tema clássico de História geral, recorrente não apenas durante a vida escolar, mas citado, lembrado e referenciado em diferentes situações: de uma entrevista de emprego a uma situação de um filme, por exemplo. Portanto, trata-se de um assunto de extrema importância, obviamente presente nos vestibulares, mas que já foi mais inquirido em outras épocas.

Sobre esse tema, os principais tópicos abordados nos exames são a situação da França antes da revolução, a desigualdade social e a fase popular da revolução, com os jacobinos.

 

Ironia na construção do discurso

A ironia de Machado de Assis vai além do uso de uma palavra ou sentença para se afirmar o contrário do que está escrito, em termos literais. Na verdade, a ironia do autor está inscrita na construção do discurso e isso pode ser visto principalmente em Dom Casmurro. O livro faz parte da lista de obras obrigatórias da Fuvest e Unicamp, daí a escolha como conteúdo de  Literatura desta semana. Na próxima, veremos outros frutos do Realismo no Brasil.

Em Machado, o ponto de vista da personagem constrói todo um discurso burguês, de elite, patriarcal, até preconceituoso. Mas, no fundo, o autor quer criticar exatamente esse discurso. Trata-se de um refinamento que a própria crítica literária demorou a entender. De fato, a dúvida se Capitu traiu Bentinho é uma leitura relativamente recente e foi só a partir da crítica da norte-americana Helen Caldwell, em 1960, que a questão se colocou; até então se julgava que a traição havia ocorrido. Sugerimos um mergulho na riqueza da obra, voltaremos a Machado daqui uns dias.

 

Em busca de equilíbrio

Em Física, continuamos o estudo de termologia, desta vez concentrando-nos em transferência de calor e propriedades dos gases ideais. Os três processos de transmissão de calor – condução, a convecção e a irradiação – são assuntos frequentes em perguntas mais conceituais.

Como são igualmente constantes questões sobre a Lei Geral dos Gases Ideais. A recomendação aqui é dominar escalas termométricas, pois a temperatura deve estar em kelvin. Uma dica é utilizar a equação de Clapeyron para solucionar os problemas deste tópico.

Também em Química seguimos na mesma linha de estudos da semana passada. Lembramos que em Química, tudo o que se refere a equilíbrio é importante, pois é o final de uma reação. A afirmação indica a relevância do tema deste roteiro, equilíbrio iônico, nas provas dos vestibulares.

Questões envolvendo pH são muito frequentes nos exames e a sugestão é que se estude com atenção, pois o assunto não é fácil e alguns problemas exigem bastante.

Hidrólise salina é outro tópico importante do conteúdo desta semana principalmente pela aplicação prática no cotidiano. Um exemplo do que estamos falando pode surgir no seguinte enunciado: “Se um determinado solo tem muito calcário é base, se tem muita areia, é ácido. Pergunta-se como neutralizar a acidez”.

Também vale estudar com atenção os cálculos envolvendo produto de solubilidade, outro item frequente nas provas de química.

 

Recuperação

Depois dessa bateria de cálculos, fórmulas e equações de Física e Química, mudamos de registro para repensar o potencial energético do País. Este é o aspecto mais evidente do conteúdo sobre recursos energéticos, em Geografia.

Energia hidrelétrica e questões ambientais podem surgir em perguntas que trazem temas de discussão da atualidade, como a construção da Usina de Belo Monte, por exemplo. Esse assunto já foi lembrado em vestibulares recentes e podem se tornar recorrentes.

Energia eólica também está crescendo muito, no Brasil e no mundo, além dos problemas que requerem matrizes alternativas. Neste tópico, as provas podem fazer comparações entre diferentes situações, como os desastres de Fukushima, no Japão e Chernobyl, na Ucrânia. O carvão também é importante e não podemos esquecer que o alto grau de poluição na China deve-se ao uso desse recurso.

 

Na vida cotidiana

Da visão ampla que a Geografia nos propôs sobre a natureza, podemos passar a ajustar o foco do microscópio para estudar vírus, bactérias, protistas e fungos, em Biologia. Assim iniciamos o primeiro grupo dos seres vivos, que se estenderá pelas próximas semanas.

Aqui são mais frequentes questões relacionadas à comparação da estrutura de vírus e bactérias e devemos lembrar que vírus são acelulares e bactérias são seres celulares procariontes.

Costumeiramente, a estrutura dos vírus e o tratamento da infecção por estes seres são os principais aspectos pedidos nos vestibulares. E as doenças virais mais valorizadas são: AIDS, dengue, gripes e condiloma acuminado (também denominada de “crista de galo” e causada pelo vírus HPV).

Quanto a bactérias, a recomendação é saber a diferença da célula procariótica, além do funcionamento e características dos antibióticos. Entre as doenças bacterianas, destacam-se cólera, leptospirose, tétano, botulismo, meningite meningocócica e pneumonias bacterianas.

Estrutura da célula e características do grupo também são básicos no estudo dos fungos e a dica aqui vai para o estudo da fermentação, relacionada à produção de vinho, cerveja, pão e lácteos.

Há ainda a questão ecológica. Nesse aspecto, deve-se destacar a importância ecológica de bactérias, fungos e algas. Estas últimas – principalmente as constituintes do fitoplâncton – são importantes ao atuarem no sequestro de carbono por meio da fotossíntese, atenuando, desse modo, a acentuação do aquecimento global. A associação de fungos com outros seres – com algas, formando liquens, e com bactérias, formando micorriza – é outro tópico relacionado à questão ecológica.

Em Matemática, iniciaremos os conteúdos básicos no estudo de triângulos, em geometria plana. Os vestibulares sempre incluem questões para calcular área de figuras planas e Teorema de Pitágoras. Outro ponto de destaque é semelhança de triângulos, que pela quantidade de matéria a se estudar, ficará para a próxima semana.

 

Você entende o que lê?

Os vestibulares querem verificar se os alunos sabem ler e interpretar o que leem. Esta tende a ser a abordagem feita nas perguntas de Português que trazem conteúdos de análise sintática. As questões podem pedir, por exemplo, que o candidato identifique a função que o pronome 'que' exerce. É um termo de coesão e o objetivo é saber se o vestibulando percebe isso. Nesta linha, exercícios que incluem orações subordinadas adjetivas pedirão o reconhecimento do status da sentença e semelhança no conteúdo expresso por diferentes períodos.

 

Revoltas

O período mais conturbado do Império não costuma estar presente nas provas de História do Brasil dos grandes vestibulares. Questões específicas sobre as revoltas que ocorreram durante as Regências não têm sido feitas.

Em termos simbólicos, a regência foi a primeira experiência de escolha do governante do País. Mas apenas em aspecto simbólico, pois somente a elite, que significava uns 2% da população, tinha direito a voto.

A regência de Diogo Antonio Feijó tem destaque por conta de algumas ações articuladas, como o reforço da Guarda Nacional. Na realidade, o Brasil já tinha exército, mas ele não estava estruturado. E havia milícias nas províncias, o que equivaleria às polícias militares estaduais, que viviam em um jogo de força entre o poder central e os locais.

Quanto às revoltas, a sugestão é seguir pelo caminho da análise social para estudar o assunto, que é esporádico nos grandes exames. Desse prisma, a Cabanagem e a Balaiada tiveram caráter mais popular, foram muito violentas e não tinham projetos políticos. A revolta dos malês, na Bahia é pouco citada, mas tem importância pelo fato de ser um levante dos escravos. Uma relação possível é com o movimento ocorrido no Haiti, no final do século XIX. Já na contramão, temos a revolução farroupilha, no Rio Grande do Sul, que foi mais elitista, teve maior duração e acabou com acordos entre o governo e os farrapos.

Quando Dom Pedro II assume o trono, em 1840, com 15 anos de idade, encerra-se o período das regências. Mas essa história vai ficar para a próxima semana.