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Natureza é assunto de destaque na semana

Página 3 Pedagogia & Comunicação

São Paulo

29/08/2011 08h00Atualizada em 15/03/2012 22h41

Para quem curte a natureza, o roteiro desta semana tem duas disciplinas em que o tema será central: vegetação, em Geografia, ganha destaque com as discussões sobre o Código Florestal; e o livro Iracema, de José de Alencar, em literatura, traz a idealização e alegoria desta característica forte do País.

Em Geografia, os vestibulares sempre cobram vegetação. Mas as discussões sobre o Código Florestal podem gerar perguntas para verificar o grau de conhecimento que os candidatos possuem, sobre as questões políticas e interesses envolvidos no assunto.

Em geral, questões sobre vegetação pedem para identificar a localização das principais formações em mapas do Brasil, quais as características dos tipos de vegetação, com uso de muitas imagens e fotos. A relação da vegetação com elementos como altitude e clima também costuma ser cobrada.

Da mesma forma, conceitos de ecossistema e biodiversidade, além das ameaças que pairam sobre algumas paisagens, como avanço da fronteira agrícola, também precisam ser estudados. Fica a dica para estudar as áreas chamadas de hot spots – aquelas que abrigam maior diversidade e ao mesmo tempo estão seriamente ameaçadas –, que no Brasil estão no cerrado e na Mata Atlântica.

Depois desse estudo aprofundado das formações vegetais no país, vamos procurar entender sua representação no imaginário. Iracema, de José de Alencar, é o tema de Literatura desta semana, livro da lista de obras obrigatórias da Fuvest e Unicamp.

Ideias gerais sobre o nacionalismo e idealização do índio e da natureza dão a tônica dos vestibulares em geral. Para Fuvest e Unicamp, o enfoque vai para o enredo e análise mais detida da obra. Mesmo quem não costuma gostar da leitura deve fazer um esforço para explorar a prosa poética do autor, a construção de imagens, o ritmo, a melodia, presença de aliteração e metrificação, que mesclam prosa e poesia na obra.

Outro ponto de destaque a ser estudado na obra é o uso de alegorias: Iracema, como idealização da natureza brasileira; Martins, o colonizador português e Moacir, o primeiro brasileiro, mestiço. Os grandes vestibulares também costumam comparar obras da lista obrigatória. Uma dica é a personagem Rita Baiana, do livro O Cortiço, também representando a natureza, pela ótica do Naturalismo.

Lembrete importante: Alencar é o mais importante escritor em prosa do romantismo brasileiro e Iracema seu mais relevante romance indianista. O Guarani é romance histórico-indianista e Senhora um romance urbano. As três obras citadas são consideradas as mais representativas da prosa do período.

 

Expressão

Aproveitando o contato com um dos maiores autores de nossa língua, passamos ao estudo de Português, que continua dissecando as orações, agora com os termos acessórios (adjuntos adnominal e adverbial) e vocativo. Este último, porém, quase não tem sido lembrado pelos vestibulares, mas excepcionalmente pode-se pedir para estabelecer a diferença entre esse elemento e o sujeito.

Quanto aos termos acessórios, é bom ressaltar que eles só têm essa característica menos importante do ponto de vista estrutural da oração. Se retirados, não mudam a estrutura. Mas ganham relevância do ponto de vista da significação, do sentido. Portanto, as perguntas sobre o tema serão sempre contextuais, questões de coesão textual, para verificar a interpretação. Nomenclatura não tem sido cobrada.

 

Política e ideias

Geografia não será a única disciplina deste roteiro a tocar em assuntos polêmicos. Manipulação genética e clonagem, em Biologia, rendem boas discussões. Mas para fundamentar qualquer argumento, é preciso de conhecimento sobre biotecnologia.

Uma boa pedida é dominar o mecanismo básico do código genético, isto é, a replicação do DNA, a transcrição e a tradução. Esse é o fundamento para avançar no contexto da clonagem, geneterapia, células tronco, ou seja, manipulação genética.

As perguntas podem versar sobre preservação da biodiversidade, bancos genéticos de espécies em extinção ou desequilíbrio ambiental, com a manipulação genética para aumentar a produtividade agrícola. Outro ponto diz respeito à saúde humana e o quanto se pode avançar com terapia genética.

 

Ilustração

As polêmicas e debates dos tempos atuais devem suas origens ao pensamento moderno – Maquiavel, Hobbes e o poder do Estado – que emergiu relacionado ao Antigo Regime, tema de História geral deste roteiro. Não se deve esquecer que a formação das monarquias nacionais é tema bem tradicional nos grandes vestibulares.

Em questões de múltipla escolha e Enem, podem surgir perguntas que apresentam um fragmento de texto de um desses teóricos para interpretar. Nas provas dissertativas, é comum encontrar comparações de textos ou análise. Nesse caso, uma abordagem possível para as perguntas seria a que estabelece relações entre presente e passado. Hobbes, com Leviatã, por exemplo, defende o indivíduo submisso ao Estado. Este modelo de poder estatal existiu em diferentes épocas, como os Estados totalitários no século XX. Um tópico de destaque neste caso é a análise sobre a ascensão da burguesia no período.

 

Colônia no fim

Em História do Brasil chegamos à crise do sistema colonial, com a restauração e os movimentos de emancipação política. Retomamos o estudo das reformas pombalinas, que agora serão desmanteladas com as reviravoltas na Coroa. Neste ambiente, ocorrem a crise do sistema colonial e as duas primeiras rebeliões separatistas, a inconfidência mineira e a conjuração baiana. A dica aqui é entender os processos, pois fatos isolados dificilmente caem nas provas.

No caso das revoltas, é bom ficar atento para perguntas pontuais ou comparativas, para identificar semelhanças e diferenças. Para citar dois aspectos, a mineira foi elitista e não tinha interesse em acabar com a escravidão; a baiana teve caráter popular e era abolicionista. E o símbolo de Tiradentes também deve merecer a devida atenção.

 

Mundo das contas

Entalpia, energia de ligação e Lei de Hess são os destaques em termoquímica, tema desta semana de Química. O assunto tem relevância no vestibular porque se debruça sobre a transformação química, essência da disciplina. As reações químicas ocorrem com absorção ou liberação de energia, comumente na forma de calor. Este tópico torna-se muito importante quando o contexto é a questão energética (combustíveis fósseis x biocombustíveis) que está presente em todas as provas importantes.

É fundamental o entendimento de entalpia, variação de entalpia, gráficos e a Lei de Hess. Outra sugestão é estudar a determinação de ΔH de reação a partir dos ΔH de formação padrão. Resolver exercícios de comparação energética de combustíveis e responder questões que pedem a cálculo de ΔH de reação a partir das energias de ligação são ações importantes para dominar o assunto.

Em Física, fluidos é tema recorrente nos grandes vestibulares. Um exercício clássico de pressão em líquidos é o que pede para calcular a pressão no fundo de um lago ou piscina.

Em gases, calcula-se pela lei geral dos gases perfeitos e deve-se ficar alerta para a importância de converter a temperatura de graus Celsius para a unidade Kelvin. Costuma ser um erro bobo e recorrente dos candidatos; nos testes, uma das respostas já prevê essa falha. É raro cair transmissão de pressão por fluidos, que é resolvida com aplicação do Teorema de Pascal.

Em Matemática, o tema polinômios inclui uma série de tópicos interrelacionados que é importante estudar. Por exemplo, saber divisão de polinômios e o método Briot-Ruffini, no caso do divisor ser do primeiro grau. Outros pontos importantes são o teorema do resto e divisão pelo produto.

Quanto às equações, são exigidos fatorial, as relações de Girard e os teoremas das raízes imaginárias, além de raízes racionais. Portanto, temos um conteúdo de matemática extenso, que costuma aparecer com frequência nos principais vestibulares. Também é importante interpretar gráficos e identificar as raízes de uma equação.