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Devo estudar todas as disciplinas na preparação para o vestibular? Confira

Ligia Sanchez

Especial para o UOL Vestibular<br>Em São Paulo

17/02/2011 07h00

Tendências pedagógicas baseadas na interdisciplinaridade e no conhecimento global jogaram por terra a divisão dos vestibulares por área de conhecimento. Quem presta vestibular hoje precisa estudar todas as disciplinas, mesmo para as segundas fases dos processos seletivos mais concorridos.


Ainda assim, as disciplinas apresentam características próprias que tornam possível identificar as melhores estratégias de estudos para cada uma. O estudo da matemática consiste basicamente na resolução de exercícios. Seguir a ordem de dificuldade estabelecida pelos materiais e consultar a teoria para identificar o erro são alguns passos.

 


Para estudar história, não tem como escapar da leitura do texto. O entendimento e a consolidação do aprendizado podem ser obtidos com diferentes técnicas: resumo, anotações, grifos, leitura em voz alta.

 

A diferença de geografia para história está na natureza do texto. “Não tem começo, meio e fim; como na história, todo parágrafo é importante”, comenta Vera Lúcia da Costa Antunes, coordenadora do curso e colégio Objetivo. A parte técnica deve ser treinada com interpretação de mapas, gráficos e imagens.


O estudo de física e química abrange a compreensão da parte teórica, envolvendo conceitos e fórmulas, e sua aplicação em exercícios práticos. A biologia guarda semelhanças tanto com história e geografia, na parte mais teórica, como com a física e química, quando trabalha com aplicação de conceitos.


E a língua portuguesa exige paciência e dedicação à leitura e interpretação. A gramática precisa ser compreendida como base para a interpretação.


Não deixe a dúvida passar
Ao retomar as matérias estudadas nas aulas, os alunos costumam esbarrar nas dúvidas e dificuldades. Se é corrigindo os erros que se aprende, nem sempre é possível fazer isso sozinho. Daí a importância de reservar um tempo para freqüentar os plantões de dúvidas oferecidos pelos cursinhos e colégios.


Também é possível estudar em grupo, tática que corre grande risco de tornar-se reunião de amigos, se não for bem planejada. Algumas dicas para manter a seriedade: indicar um dos participantes para “explicar” a matéria aos demais; tirar dúvidas uns com os outros; fazer uma avaliação ao final do encontro para conferir em que houve avanço.


Vestibulando tem férias?
O cronograma de estudos de quem faz cursinho prevê uma pausa de duas semanas em julho, menor que as férias escolares tradicionais. “O descanso é fundamental. O corpo tem que estar tão preparado quanto a mente para a prova”, afirma o coordenador do Colégio Vértice, professor Adilson Garcia.


“Descansar é ficar mais confortável, recuperar-se de um desgaste”, acrescenta Motta, do Etapa. Ele considera que, se a pessoa não consegue se desligar totalmente dos estudos, nem por duas semanas, é melhor estudar um pouquinho, umas duas horas por dia. “Se ficar com sentimento de culpa, acaba se desgastando mais”.


O cansaço e a dificuldade de manter o ritmo são desafios que vão aparecer ao longo do período de estudos. “Existem momentos de queda de rendimento, a cada dois meses é normal”, afirma Motta. Ele não recomenda parar nem insistir muito. “É possível diminuir a carga”.


Garcia, do Vértice, lembra que o aspecto quantitativo não é mais importante que a qualidade do estudo. “Não adianta passar horas estudando, se não aproveitar”. E para vencer o desafio da falta de ritmo inicial, o professor recomenda ir criando uma rotina, devagar. “A rotina leva a um hábito. Quando existe o hábito de estudar, maiores são as chances de o aprendizado acontecer de modo mais efetivo.”