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Prova de inglês da segunda fase da Unesp foi exigente, dizem professores

Da Redação

Em São Paulo

05/07/2010 20h00

Professores ouvidos pelo UOL Vestibular afirmam que a prova de inglês da segunda fase do vestibular de inverno da Unesp (Universidade Estadual Paulista), aplicada nesta segunda-feira (5) foi exigente e com nível de dificuldade de “médio para mais”. Já a de português foi considerada uma boa prova, apesar de pouco fácil.

 

 

Segundo o professor Alahkin de Barros Filho, do Etapa, a prova de inglês foi bem feita. “Foi bastante exigente. O candidato tinha que ler o texto todo e ter um bom vocabulário”, afirmou. Para Cristina Armaganijan, do Objetivo, a prova cobrou muita interpretação de texto. “Apesar do vocabulário não ser difícil, [o exame foi] extremamente interpretativo.”

A prova de português, para a professora Célia Bassoni, do Etapa, esteve longe de ser “trivial”. “Era baseada em textos e em questões de interpretação e linguagem”, afirmou. Elizabeth de Melo, do Objetivo, disse que o exame teve nível “de médio para difícil”. “[A prova] Avaliou o bom leitor. Realmente a prova foi para bons leitores. Não foi fácil.”

As professoras elogiaram a redação, que tinha como tema “Os valores morais e sua importância na sociedade”. “Está em cima do que foi feito na prova: os valores que nós precisamos na sociedade em que vivemos”, afirmou Célia. “Foi um tema interessante, um assunto bastante discutido”, segundo Elizabeth.

Primeiro dia

A criatividade das questões de biologia chamou a atenção dos professores. "Foi uma prova criativa, mas de questões bem simples, sobre assuntos que o aluno a todo instante ouve; foi bem tranquila", diz o professor Luiz Carlos Bellinello, do curso e colégio Objetivo.

Veja os cadernos de questões dos exames:

2ª fase da Unesp 2010/2

  • Rogério Albuquerque/UOL

    A vestibulanda Patrícia Emy Kikunaga lê Dom Casmurro, de Machado de Assis, momentos antes da segunda fase da Unesp

 

Nas disciplinas de exatas e biológicas, o grau de dificuldade foi classificado entre médio e baixo. Para o professor Marcelo Dias de Carvalho, do Etapa, a parte de exatas "cobrou assuntos importantes e não 'forçou' demais na contextualização". "Cabia ao aluno uma boa dose de síntese para que a resposta coubesse no espaço, que era de menos de meia página", pondera.

O professor Carvalho aprovou o aspecto interdisciplinar de uma das questões de biologia, que pedia a análise de uma letra de música e, no geral, achou as perguntas de biologia de baixa complexidade. "Foi uma prova contextualizada e de baixa dificuldade, mas envolveu bastante interpretação do estudante", pondera.

As perguntas de matemática versaram sobre geometria, álgebra e probabilidade. As de física foram sobre mecânica, ótica ondulatória e eletromagnetismo. As de química trataram do vírus H1N1, de aterros sanitários e de combustíveis. "Comparando com a prova do final do ano, foi melhor. Os enunciados estavam mais claros", diz o professor Alessandro Neri, do Objetivo.

Humanidades

Os professores consultados pelo UOL Vestibular observaram que a parte de ciências humanas exigiu boa capacidade de leitura e observação dos gráficos. Na questão de nº 4, que teve falha na impressão, segundo os organizadores do vestibular, só será considerada a primeira parte, que trata da "caracterização da migração que a extração da borracha atraiu para a Amazônia na passagem do século XIX para o XX (motivos e procedência)".

Em história, foram cobrados Renascimento, Revolução Russa e Primeira Guerra Mundial. Em Geografia, caiu meio ambiente, evolução de pirâmides de idades no Brasil, Canadá e divisão geopolítica mundial.

Para o professor Rogério Forastieri, do Etapa, a parte mais difícil da prova foram as questões de filosofia e antropologia. A falta de um programa específico definido pela universidade para a matéria e a grande diversidade de perfis dos professores da disciplina nas escolas tornam a prova, na avaliação de Forastieri, "um ato de adivinhação".