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Haverá uma mega-produção em seu aniversário amanhã!

Atualizada em 2 de agosto de 2013

Haverá uma mega-produção de aniversário amanhã!

Um dos maiores problemas que o brasileiro enfrenta ao escrever um texto, além de acentuação, ortografia e concordância, é o uso do hífen, principalmente agora com a Reforma Ortográfica.

A regra básica do uso do hífen é a seguinte:

Usa-se hífen depois de prefixo* ou falso prefixo* terminado em vogal se a palavra seguinte se iniciar pela mesma vogal ou por H, salvo os prefixos re, co, pre (sem acento) e pro (sem acento), que só terão hífen se a palavra seguinte se iniciar por H.

Caso a palavra seguinte se inicie por R ou por S, essas letras se duplicam diante de qualquer prefixo ou de falso prefixo.


* Prefixo e falso prefixo são palavras que não são palavras, ou seja, palavras que não podem ser usadas sozinhas em uma frase. Obrigatoriamente se ligam a outro vocábulo para formar uma palavra.


Veja alguns exemplos com mega e com mini:

mega-: megacefalia, megaprodução, megafone, megaempreendimento, megassabedoria, megarrabugice, megarreação, megassom, mega-aplicação, mega-hidrante.

mini-: minicasaco, minissaia, minibiblioteca, minidicionário, minijardim, minissérie, mini-haicai, mini-hambúrguer, mini-holofote, minirrádio, minissom, mini-imposto.

É estranho ter de duplicar o R e o S, dirá algum internauta. Concordo com a estranheza da escrita, mas é isso que preceitua a língua padrão, a que devemos obedecer - não cegamente, pois mudanças ocorrem, e são bem-vindas.

Porém, devemos tomar cuidado com essas mudanças não-oficiais. Dicionários já registram o verbo "ponhar", o pronome "cê" (você) e o substantivo "salchicha". Será que os cidadãos que defendem mudanças radicais na língua utilizam esses três vocábulos? Espero que não.

Algumas mudanças aceitamos, até pelo absurdo da própria regra. Veja uma delas:

É muito comum vermos na mídia a oposição a determinado político ser denominada de anti + o nome do político. Se seguirmos a regra preceituada pela gramática normativa, teremos de escrever antilula, antifhc, antiestadosunidos e até anticristo.

Perderia totalmente o significado. Esses elementos, então, ficariam mais adequados escritos como a imprensa o faz: anti-Lula, anti-FHC, anti-Estados Unidos, anti-Cristo, desobedecendo às regras vigentes.

Isso prova que a língua não é imutável, não está engessada. Ela é dinâmica e modifica-se dia a dia. O que não se pode é querer mudar radicalmente.

A frase apresentada, então, dever ser assim reescrita:

Haverá uma megaprodução em seu aniversário amanhã!