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15/02/2007 - 11h40
FGV-SP: 1º lugar fez Cefet, mas não gostou
Da redação
Em São Paulo
E, para cursar a graduação, Mazin não precisará tirar nenhum centavo do bolso. A primeira colocação que obteve no vestibular 2007 (nota 6,82, num máximo de dez) fez com que ele ganhasse uma bolsa de estudos, que vale para todo o curso -- desde que o estudante se mantenha entre os primeiros da classe. Isso não será muito difícil para Mazin, já que os primeiros lugares o acompanham desde os 14 anos, quando obteve a melhor pontuação no vestibulinho de acesso ao Cefet-SP (Centro Federal de Educação Tecnológica de São Paulo), onde cursou o ensino médio. Leia também: "O primeiro ano no Cefet foi bom, mas, no segundo e no terceiro, deu uma boa enfraquecida no curso. Na escola pública tudo é muito solto. Os professores dão os livros que querem, avaliam do jeito que querem. Eu não tinha quase nada para fazer como tarefa", diz ele. Mazin viu-se diante de um problema nada pequeno: como faria, então, para ser aprovado na FGV? Uma palestra na Escola de Economia, vista no início do último ano do ensino médio, fizera o estudante se apaixonar pela carreira e pela faculdade. "A GV se tornou meu 'plano A'. Como era privada, eu não teria dinheiro para pagar, mas eu queria usar o fundo de bolsas da faculdade, que financia o curso", conta. Dedicação A solução foi "estudar o máximo possível", como ele mesmo define. "Eu não fiz cursinho, mas estudava sozinho em casa, com os livros da escola e algumas apostilas de cursinho. Dividia o dia em duas ou três matérias e, quando tinha dúvidas, falava com meus amigos." O esforço rendeu não apenas a aprovação na FGV mas também na USP, no campus de São Paulo, na sexta colocação. "Mesmo se eu não tivesse conseguido a bolsa, eu continuaria preferindo a GV à USP. A experiência que eu tive com a escola pública, no Cefet, não foi boa." Já no dia da matrícula, Mazin teve uma amostra das situações que pode enfrentar na faculdade. "Uma aluna me perguntou onde eu tinha estudado. Respondi que era 'na federal', mas ela não sabia do que se tratava", lembra. E isso porque ele nem comentou que mora em Ermelino Matarazzo. |