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10/01/2007 - 18h47
Fuvest: para professores, prova foi clara; eletricidade incomoda candidatos
Da redação
Em São Paulo
De dificuldade média, com questões criativas e perguntas diretas. Assim os professores de cursinhos definem a prova de física aplicada nesta quarta (10) pela Fuvest, no quarto dia de avaliações da segunda fase.

"A Fuvest manteve o pé no chão. O bom candidato vai encarar numa boa, resolvendo uma boa parte do exame", afirma o coordenador de física do Etapa, Marcelo Monte da Fonseca. "Foi até mais fácil do que no ano passado, com 60% de questões básicas e 40% de médias. Em 2006, havia predomínio de perguntas de nível médio."

Eduardo Figueiredo, coordenador da disciplina no Objetivo, destaca duas questões que podem ter causado mais problemas aos vestibulandos. "A de número oito estava um pouco complicada, não pelos conceitos, mas pela interpretação que o aluno teria de fazer. A de número quatro, que cobrou radioatividade, também", diz.

Por outro lado, segundo ele, foi cobrado um assunto bem previsível: "Havia uma questão sobre a gravidade de Plutão. De fato, esperávamos que a Fuvest abordasse o tema, bem recente, e preparamos os alunos para isso".

Vestibulandos
Os candidatos concordam com os professores: a prova de física não foi nenhum bicho-papão. "Achei que eles complicaram um pouco nos enunciados, que tinham muitos textos, mas foi uma prova tranqüila", diz David Almeida, 21, que tenta física.

Ele afirma que ficou surpreso por eletricidade e magtenismo terem sido bastante cobrados: "Pensei que fosse cair mais mecânica. Ainda bem que eu sabia esse assunto".

Chris Smith, 19, outro candidato a física, também afirmou que não esperava tantas questões de magnetismo e eletricidade. "Em geral, cai menos. Pelo menos me garanti nos outros assuntos."

Mas os professores esclarecem: "A Fuvest manteve os 30% de eletricidade que cobrou em 2006. E aumentou mecânica, de 30% para 40%, diminuiu ótica ondulatória, de 20% para 10%, e conservou os 10% de termologia. Além disso, continuou cobrando uma questão de radioativade, assunto que é tradicionalmente mais abordado em química", afirma o coordenador Fonseca.

Heloísa Vale, 19, que já havia feito o exame de física da Fuvest em 2006, também não achou que as questões estavam muito complicadas. "Neste ano, achei que foi mais fácil. Ou então sou eu que estou mais bem preparada."
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