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21/09/2011 - 11h00 / Atualizada 21/09/2011 - 16h52

Com bolsa de estudos, aluno de escola pública realiza sonho de estudar em Harvard

Daiane Tamanaha
Especial para o UOL
Em Cambridge (EUA)

Desde 31 de agosto, Lucas Gonzaga de Freitas está vivendo um sonho que alimentou desde a infância: estudar em Harvard. O brasiliense, que sempre estudou em escola pública, foi admitido para o ano letivo de 2011 (sim, nos Estados Unidos, as aulas começam em setembro). Para custear os estudos e a permanência, Lucas ganhou uma bolsa de estudos, em que estão incluídos os gastos com moradia, alimentação e a mensalidade, que fica perto de R$ 9.000 por mês. 

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Como ele conseguiu? Ele mesmo conta: "Durante o ensino médio, soube que uma aluna do Colégio Militar do Rio de Janeiro tinha sido aceita em Harvard e ao observar o currículo dela, percebi que ela era tão normal quanto eu, então passei a pensar na possibilidade de aplicar para a universidade”. O garoto passou pela Escola Normal de Taguatinga, de Brazlândia, Classe 3, Classe 106 Norte até ser selecionado para estudar no Colégio Militar de Brasília.

Campeão olímpico

Apesar da modéstia, a trajetória de Lucas não é, assim, tão usual. Ele sempre foi um aluno aplicado: ele acumula 13 medalhas em olimpíadas estaduais e nacionais de matemática, física, química e astronomia. Por ser um bom aluno, conseguiu uma bolsa de estudos numa renomada escola de idiomas em Brasília -- e conseguiu aprimorar seu inglês, condição essencial para estudar no exterior.

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Aprovado em vestibulares concorridos como o da UnB (Universidade de Brasília) e do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), Lucas também foi aceito em outras prestigiosas univesidades americanas como Yale,  MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) e Dartmouth. Mas Harvard era um desejo "antigo": “Desde criança eu queria estudar em Harvard, provavelmente devido a filmes americanos que citavam a universidade".

Como nos Estados Unidos o aluno decide qual área pretende seguir apenas no fim do primeiro ano, Lucas ainda está em dúvida se vai fazer computação, genética ou economia. Entretanto, uma certeza ele já tem: “Depois de formado, pretendo ajudar de alguma forma o meu país. Tenho muita vontade de investir no incentivo de estudantes de potencial. Acredito que muitos brasileiros talentosos são desperdiçados por falta de incentivo”.

Nova rotina

Agora, longe da casa dos pais, Lucas já começa a entrar no esquema da universidade americana. "Para cada uma hora de aula, o aluno precisa de três horas de estudo", conta o universitário. Ele tem duas aulas de manhã e outras duas à tarde -- e estuda nos períodos anteriores a elas. O brasileiro já planeja participar do clube do jornal interno da universidade, The Harvard Crimson.

Mesmo sendo um novato, o rapaz está trabalhando em um projeto de computação desde a primeira semana. Por e-mail, ele contou que "é basicamente um jogo no estilo Super Mario, mas inspirado em Harvard". Lucas escreveu: "Além de programá-lo no computador, tive que criar uma interação entre o jogo e um sensor board, que além de servir como controle remoto, pode reconhecer sons. Tudo programado por mim! :)". 

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