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Trote universitário

Acompanhe as comemorações dos aprovados e a recepção dos calouros em faculdades e universidades de todo o país

  • Imagem: Alex Almeida/UOL

14/02/2011 - 12h06 / Atualizada 14/02/2011 - 15h20

Calouros já chegaram com toalha e muda de roupa no trote da Poli-USP

Ana Okada
Em São Paulo

Boa parte dos estudantes que chegaram para a matricula da escola de engenharia da USP (Universidade de São Paulo) já chegaram "preparados" para o trote: além dos documentos para a inscrição na Poli-USP, eles trouxeram toalha e roupa para trocar após comemoração nesta segunda (14).

"Eles mesmos deixaram avisado que tinha chuveiro [no site da Atlética]. Então, trouxe roupa e toalha", disse André Cardoso, 21. Ele achou o trote bem organizado: "não tem nada de exagero, não te obrigam a nada". A Atlética da Poli-USP não chama a comemoração de trote, faz questão de chamar a recepção dos calouros de festa.

Os pais Edite e Rinaldo Shiomi, que aguardavam o filho Daniel, também acharam a recepção organizada. "Pensei que ia ter mais bagunça, que iam forçar mais, mas está tranquilo", contou a mãe. Ela só lamentou que o chuveiro, anunciado no site, fosse ao ar livre. "Pensei que ia ter um banheiro."

Uma das novidades da festa deste ano foi a terra que os veteranos compraram para fazer a lama do trote. Até o ano passado, eles cavavam a grana do terreno para os bichos, explicou Alexandre Angulo, que faz parte da equipe de organização.

Beatriz Castro, 18, testou a novidade. A caloura foi enterrada "para ver se nascia outra bichete", como diziam os veteranos. "É engraçado, eles são simpáticos. Foram bonzinhos comigo", disse a nova aluna de engenharia.

Assim como no ano passado, bebidas alcoólicas são proibidas. Essa é a principal preocupação da faculdade, conta o diretor José Roberto Cardoso. "Na festa, temos seguranças. A gente não consegue evitá-la [a festa], mas o que a gente se preocupa é que seja voluntária, a gente espera que o estudante se divirta", disse o diretor que acompanhava a movimentação das filas de matrícula e das brincadeiras da 'festa".

Limites

O advogado Fábio Romeu Canton Filho admite que a fronteira entre a brincadeira de recepção e a de mau gosto é difícil de estipular. Mas ele deixa claro: nada pode ser feito contra a vontade do calouro. Há duas semanas, dois trotes ficaram em evidência: a recepção da agronomia da UnB (universidade de Brasília) aplicou uma brincadeira em que as calouras deviam simular sexo oral em uma linguiça e a comemoração da UFG (Universidade Federal de Goiás) em que calouros foram agredidos.

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