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21/06/2010 - 06h10

Entenda a diferença entre bacharelado, licenciatura e "cursos rápidos"

Da Redação
Em São Paulo

Ao sair do ensino médio, além de ter que se preocupar que curso fazer, o estudante precisa ter em mente que tipo de curso pretende seguir. Há quatro opções de graduação: bacharelado, licenciatura, curso sequencial e curso tecnológico. A principal diferença, além do conteúdo, é o tempo que o aluno passa estudando: enquanto um bacharelado leva, em média, quatro anos para ser concluído, um curso tecnológico pode levar dois.

 

O bacharelado, segundo o MEC (Ministério da Educação), é o curso superior que “confere ao diplomado competências em determinado campo do saber para o exercício de atividade acadêmica ou profissional”. A licenciatura, por sua vez, prepara o estudante para dar aula como professor na educação básica.

 

Os dois costumam dividir boa parte do currículo, mas quem prefere a licenciatura pode ter matérias específicas, mais focadas em aspectos pedagógicos. Para dar aula nos anos finais dos ensinos fundamental e médio, o estudante precisa ter cursado uma área do conhecimento, como matemática, física ou letras. Um aluno formado em engenharia, por exemplo, não pode dar aula de química.

 

O tempo de curso, seja bacharelado ou licenciatura, depende de cada instituição de ensino superior, mas, em média, um bacharelado leva quatro anos –período que pode ser ligeiramente maior no segundo caso. Os dois fornecem diploma.

 

Cursos tecnológicos

E os cursos que oferecem graduação em apenas dois anos? Esses são os chamados tecnológicos. Além do tempo reduzido, eles têm um objeto de estudo bastante específico. Por exemplo: não há um curso tecnológico de jornalismo, mas é possível encontrar um de fotografia. Como a carga de conteúdo é menor e mais centralizada, os estudos são mais focados.

 

De acordo com o MEC, os cursos tecnológicos também conferem diploma aos concluintes. Como todo curso de graduação, é aberto a quem terminou o ensino médio (ou nível equivalente) e passou por algum processo seletivo.

 

Existem também os cursos sequenciais. O ministério não os considera como graduação e eles são voltados a quem já é formado em alguma área e procuram uma certa especialização. Há dois tipos: o de formação específica, que, se for reconhecido pelo MEC, pode conceder diploma; e o de complementação de estudos, que não tem esse poder.

 

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