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LITERATURA

Naturalismo

Da Página 3 Pedagogia & Comunicação
 

A escola naturalista, em literatura, marcou, principalmente, a prosa de ficção, da qual o melhor representante na literatura universal é Émile Zola.

Muitos estudiosos consideram que, basicamente, não há diferença entre Naturalismo e Realismo. Outros, no entanto, afirmam que a diferença está, sobretudo, no fato de que o Realismo cria tipos de validade geral, enquanto o Naturalismo generaliza casos excepcionais de degeneração psicofisiológica ou de miséria irremediável. O Naturalismo seria, assim, uma radicalização do Realismo.
 

Características

• Adoção de certas teorias científicas, como a da hereditariedade, para explicar os males da sociedade – sempre vista com forte pessimismo – e as desgraças dos indivíduos.

• Utilização de um estilo absolutamente franco, que expõe, inclusive, os problemas sexuais.

• Mantendo a neutralidade do Realismo, o Naturalismo aprofunda o caráter implacável da descrição .

• Considera a vida do homem determinada por fatores como “raça”, “ambiente familiar”, “classe social”, etc. (Determinismo)

• Ao se influenciar pelas ciências experimentais, tenta demonstrar que o comportamento humano está submetido a leis semelhantes às que regem os fenômenos físicos. Romance de demonstração, romance de tese.



Naturalismo no Brasil
 

  • Os principais nomes do Naturalismo brasileiro são Inglês de Sousa (O Missionário); Domingos Olímpio, (Luzia-Homem); Adolfo Caminha (O Bom Crioulo); Júlio Ribeiro (A Carne); e, principalmente, Aluísio Azevedo (O Cortiço).

    Em O Cortiço, dentre outras qualidades, temos:
     
  • O tratamento do espaço - um dos aspectos privilegiados da técnica naturalista - se afirma na construção de uma galeria de tipos sabiamente vinculados a certos estamentos sociais.
     
  • Todos esses tipos se entrelaçam; as vidas dos personagens repercutem umas nas outras, de maneira que o leitor tem a visão nítida, de um lado, da coletividade, e de outro, dos indivíduos atuando em função do meio a que pertencem.
     
  • O autor se aproxima da realidade sem preconceitos, libertando-se parcialmente do romance de tese típico do Naturalismo e escrevendo segundo a estética realista mais pura.
     
  • Dentre as personagens, destaca-se a figura de Bertoleza, por meio da qual o autor mostra as atrocidades da escravidão; mas a principal personagem é o próprio cortiço, uma coletividade que parece ter vida própria, respirar - o núcleo gerador de todos os dramas.

     

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