Paz em Angola: Morte de Savimbi dá novo rumo à guerra civil

Jonas Savimbi, o lendário rebelde angolano, foi morto em combate contra as tropas do Exército em fevereiro de 2002. Líder da Unita (União para a Independência Total de Angola), ele lutou durante 27 anos contra as forças do MPLA (Movimento para Libertação de Angola), do atual presidente, José Eduardo dos Santos.

Angola alcançou a independência de Portugal após a Revolução dos Cravos, que marcou o fim do salazarismo. Em 1975, Agostinho Neto, líder do MPLA, de orientação marxista, foi então proclamado presidente. Mas a Unita, uma organização anticomunista, apoiada pelos EUA e pela África do Sul, não reconheceu o novo governo e recorreu às armas.

Com a morte de Agostinho Neto, em 1979, e a ascensão de José Eduardo dos Santos, foram realizadas algumas tentativas de paz. Mas Savimbi se recusava a depor as armas, e a guerra não cessou.

Em 1992, como parte de um acordo de paz, foram realizadas eleições presidenciais e estas reconduziram o líder do MPLA ao poder. Savimbi não reconheceu a vitória e retomou a luta armada.

Com o Acordo de Luzaka, em 1994, houve mais um esforço de pôr fim aos conflitos. Além da desmobilização das tropas, estabeleceu-se a formação de um governo de união nacional, que tomou posse em 1997. Savimbi, mesmo nomeado vice-presidente, negou-se a entregar as áreas de exploração de diamantes que estavam sob seu controle. Reiniciaram-se os combates.

O desaparecimento de Savimbi tornou-se um marco histórico para Angola. Após sua morte, representantes do governo e rebeldes da Unita, reunidos em Luanda, assinaram um acordo para integrar seus soldados ao Exército. O armistício pôs fim a uma guerra civil de quase 30 anos, que resultou na morte de mais de 500 mil pessoas. A paz, por ora, finalmente parece tornar-se realidade.



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